«Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades». A sabedoria popular serve como uma luva ao caso de Bill Gates e Paul Allen, o ex-sócio com quem o mediático gestor fundou o que é hoje o império Microsoft. Os dois estão envolvidos numa «lavagem de roupa suja», em público.
Paul Allen aproveitou a sua autobiografia para dizer preto no branco o que pensa do seu antigo parceiro e não poupou nas palavras. No livro, Gates é descrito como um traidor, autoritário, e um «conspirador implacável».
Além das «farpas», Allen reivindica o mérito de muitos grandes projectos que transformaram a companhia na gigante informática que é hoje. As declarações do antigo sócio de Bill Gates apanharam de surpresa os funcionários da empresa que acompanharam o seu lançamento.
Por exemplo, Carl Stork, que foi assistente de Bill Gates ao longo dos últimos 20 anos, citado pelo «Wall Street Journal», diz que «todos nós consideramos Paul um amigo e avaliamos sua contribuição, mas não há dúvida que Bill teve um impacto muito maior no crescimento e no sucesso da Microsoft que ele».
Há mesmo funcionários que dizem que Allen nem sequer participou em reuniões onde reclama ter tido um papel fundamental.
Allen não ocupa qualquer cargo executivo na Microsoft desde 1983, mas a passagem pela empresa tornou-o num dos homens mais ricos do planeta. Depois de ter saído, alegadamente em rota de colisão com Gates, foi-lhe diagnosticado cancro. Agora, Allen diz que Gates tentou aproveitar-se da situação e tirar-lhe a participação na empresa enquanto se encontrava doente.
Os desentendimentos, pelo visto, vêm de trás. Logo na fundação da empresa, as acções foram desigualmente distribuídas num acordo entre ambos: Bill Gates ficou com 60% e Paul Allen com apenas 40%. Mais tarde, a desigualdade acentuou-se: Gates reforçou para 64% e Allen perdeu terreno para apenas 36%. Mas viria a ser na década de 80 que o precário equilíbrio se romperia: Paul Allen reclamou mais acções por ter criado o bem sucedido SoftCard, e Gates negou o pedido.
«Nesse momento, algo morreu para mim. Achava que a nossa associação se baseava em justiça, mas então vi que os interesses de Bill invalidaram todas as minhas considerações», refere Allen.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Até o crime está em crise: as coisas que eles roubam
A crise chegou ao mundo do crime. Já lá vai o tempo em que os ladrões procuravam dinheiro ou ouro. Nos dias que correm, qualquer coisa serve. Na região de Coimbra, estão a desaparecer às centenas tampas de esgotos, água, gás e telecomunicações e até grelhas das sarjetas.
As tampas são roubadas para depois serem vendidas a sucateiros, devido ao valor do metal, explica a Renascença.
Marcelo Nuno, da Empresa Municipal Águas de Coimbra, já alertou as autoridades para este tipo de roubo, que traz perigos tanto para a segurança rodoviária, como para as deslocações a pé dos transeuntes.
«São materiais que são depois fundidos e revendidos, tendo em conta o preço a que estas matérias estão», explicou à Renascença.
Mais de 360 grelhas e tampas já desapareceram no último ano.
As tampas são roubadas para depois serem vendidas a sucateiros, devido ao valor do metal, explica a Renascença.
Marcelo Nuno, da Empresa Municipal Águas de Coimbra, já alertou as autoridades para este tipo de roubo, que traz perigos tanto para a segurança rodoviária, como para as deslocações a pé dos transeuntes.
«São materiais que são depois fundidos e revendidos, tendo em conta o preço a que estas matérias estão», explicou à Renascença.
Mais de 360 grelhas e tampas já desapareceram no último ano.
Taxas Euribor estão imparáveis
As taxas Euribor continuam a protagonizar uma escalada imparável, fixando máximos atrás de máximos face a 2009.
Esta segunda-feira a maturidade a três meses, a mais comum no crédito às empresas, avança 0,006 pontos para os 1,255%.
No prazo de seis meses, o mais utilizado no cálculo dos juros do crédito à habitação em Portugal, sobe 0,007 pontos para os 1,563%.
E a taxa a 12 meses continua acima dos 2%, subindo 0,008 pontos para os 2,021%.
Note-se que o Banco Central Europeu deverá subir os juros já esta quinta-feira.
Como a subida da taxa de referência costuma ser precedida de um aumento das Euribor, as taxas comerciais têm estado a antecipar esse movimento. Por isso mesmo, quem tiver a prestação do crédito à habitação revisto em Abril vai já sentir o impacto.
Esta segunda-feira a maturidade a três meses, a mais comum no crédito às empresas, avança 0,006 pontos para os 1,255%.
No prazo de seis meses, o mais utilizado no cálculo dos juros do crédito à habitação em Portugal, sobe 0,007 pontos para os 1,563%.
E a taxa a 12 meses continua acima dos 2%, subindo 0,008 pontos para os 2,021%.
Note-se que o Banco Central Europeu deverá subir os juros já esta quinta-feira.
Como a subida da taxa de referência costuma ser precedida de um aumento das Euribor, as taxas comerciais têm estado a antecipar esse movimento. Por isso mesmo, quem tiver a prestação do crédito à habitação revisto em Abril vai já sentir o impacto.
BCP: aumento de capital é preocupante? «Pelo contrário»
O aumento de capital do BCP, de quase 1.400 milhões de euros, anunciado na semana passada, foi uma «decisão muito inteligente» que vem, com «antecipação», «resolver» os problemas de capitalização resultantes das novas regras do Acordo de Basileia III. A garantia foi dada esta segunda-feira pelo presidente da EDP, accionista do banco.
«O BCP precisava que um reforço do seu tier1. Este aumento converte dívida que era perpétua em capital e exige um esforço reduzido dos acionistas », disse António Mexia aos jornalistas, à margem da apresentação de contas da Fundação EDP.
Mas este aumento de capital, que será votado em Assembleia Geral de accionistas no próximo dia 18 de Abril, não é preocupante, principalmente para os seus clientes?
«Muito pelo contrário. É bom para o sector porque tem um efeito de credibilização. Mostra que os accionistas estão comprometidos em cumprir, de forma antecipada, as novas regras», garantiu António Mexia, presidente da elétrica que detém mais de 2,6% do capital social do BCP.
Já na sexta-feira passada, o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, garantiu, em exclusivo à TVI, que o banco, com este aumento, vai obter um core tier 1 de 9% no Verão.
«O BCP precisava que um reforço do seu tier1. Este aumento converte dívida que era perpétua em capital e exige um esforço reduzido dos acionistas », disse António Mexia aos jornalistas, à margem da apresentação de contas da Fundação EDP.
Mas este aumento de capital, que será votado em Assembleia Geral de accionistas no próximo dia 18 de Abril, não é preocupante, principalmente para os seus clientes?
«Muito pelo contrário. É bom para o sector porque tem um efeito de credibilização. Mostra que os accionistas estão comprometidos em cumprir, de forma antecipada, as novas regras», garantiu António Mexia, presidente da elétrica que detém mais de 2,6% do capital social do BCP.
Já na sexta-feira passada, o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, garantiu, em exclusivo à TVI, que o banco, com este aumento, vai obter um core tier 1 de 9% no Verão.
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Ilegalidade nas empresas. Conhece todas as leis?
A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, admitiu esta segunda-feira em Aveiro que muitas situações de ilegalidade nas empresas decorrem da falta de informação que estas têm sobre a legislação laboral.
«O tecido empresarial do nosso país é formado por muitos milhares de pequenas e micro empresas onde, muitas vezes, não é evidente que se consiga ter conhecimento de tudo aquilo que são as obrigações decorrentes da legislação do trabalho», disse Helena André, em declarações à margem das novas instalações do Inatel em Aveiro, escreve a Lusa.
A governante comentou assim os resultados de uma campanha de identificação organizada pela Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT), que foram revelados hoje pela TSF, onde se conclui que um em cada três trabalhadores está em situação irregular de trabalho.
A ministra mostrou-se «muito satisfeita» por ver que a ACT «está a cumprir com aquilo que são as suas obrigações e uma das suas principais missões», mas realçou que este organismo também tem um papel de informação.
«A ACT tem um papel muito importante de punir, quando tem de punir, mas também um papel de informação e de apoio às empresas para que elas possam ter os seus processos legais, porque é fundamental termos qualidade nas relações de trabalho e nos locais de trabalho», defendeu Helena André.
Durante a campanha levada a cabo entre 14 e 18 de Fevereiro, a ACT identificou 572 casos irregulares - incluindo falsos trabalhadores independentes, não declarados à Segurança Social ou que declaram salários abaixo do que recebem.
«O tecido empresarial do nosso país é formado por muitos milhares de pequenas e micro empresas onde, muitas vezes, não é evidente que se consiga ter conhecimento de tudo aquilo que são as obrigações decorrentes da legislação do trabalho», disse Helena André, em declarações à margem das novas instalações do Inatel em Aveiro, escreve a Lusa.
A governante comentou assim os resultados de uma campanha de identificação organizada pela Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT), que foram revelados hoje pela TSF, onde se conclui que um em cada três trabalhadores está em situação irregular de trabalho.
A ministra mostrou-se «muito satisfeita» por ver que a ACT «está a cumprir com aquilo que são as suas obrigações e uma das suas principais missões», mas realçou que este organismo também tem um papel de informação.
«A ACT tem um papel muito importante de punir, quando tem de punir, mas também um papel de informação e de apoio às empresas para que elas possam ter os seus processos legais, porque é fundamental termos qualidade nas relações de trabalho e nos locais de trabalho», defendeu Helena André.
Durante a campanha levada a cabo entre 14 e 18 de Fevereiro, a ACT identificou 572 casos irregulares - incluindo falsos trabalhadores independentes, não declarados à Segurança Social ou que declaram salários abaixo do que recebem.
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Dívida: juros rompem os 10%
Tanto subiram na semana passada que chegaram mesmo a romper a barreira dos 10%. Os juros da dívida a três anos protagonizaram uma escalada imparável na última sessão, tendo tocado os 10,063%.
Mas o facto é que todas as maturidades para lá caminham. Osjuros a cinco anos renovaram já esta segunda-feira três novos máximos, primeiro nos 9,892%, nos 9,944% e depois nos 9,999%. Estão assim praticamente nos 10%.
Recordes também nas Obrigações do Tesouro a 10 anos que já alcançaram os 8,799%, embora tenham aliviado a esta hora ligeiramente para os 8,775%.
Em níveis máximos continua também o spread face à Alemanha, ou seja, a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir títulos portugueses face àqueles que são os de referência. Esse indicador está nos 533 pontos base, muito próximo do pico dos 538 registados na semana passada.
Os prazos entre um e nove anos negoceiam igualmente colados a níveis máximos, entre os 8,3% e os 9,5%.
Na Grécia e na Irlanda, onde o Fundo Monetário Internacional já chegou, os juros da dívida soberana estão nos 12,8% e 10,12%, respectivamente.
O quadro é, por isso, cada vez mais negro para Portugal que paga juros cada vez mais insustentáveis para se financiar, na ressaca de um Governo demissionário, de um défice acima do previsto em 2010 e de vários cortes de rating, o último por parte da Fitch. O país está à deriva numa altura em que a ajuda externa está, acreditam alguns, cada vez mais perto de chegar.
Mas o facto é que todas as maturidades para lá caminham. Osjuros a cinco anos renovaram já esta segunda-feira três novos máximos, primeiro nos 9,892%, nos 9,944% e depois nos 9,999%. Estão assim praticamente nos 10%.
Recordes também nas Obrigações do Tesouro a 10 anos que já alcançaram os 8,799%, embora tenham aliviado a esta hora ligeiramente para os 8,775%.
Em níveis máximos continua também o spread face à Alemanha, ou seja, a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir títulos portugueses face àqueles que são os de referência. Esse indicador está nos 533 pontos base, muito próximo do pico dos 538 registados na semana passada.
Os prazos entre um e nove anos negoceiam igualmente colados a níveis máximos, entre os 8,3% e os 9,5%.
Na Grécia e na Irlanda, onde o Fundo Monetário Internacional já chegou, os juros da dívida soberana estão nos 12,8% e 10,12%, respectivamente.
O quadro é, por isso, cada vez mais negro para Portugal que paga juros cada vez mais insustentáveis para se financiar, na ressaca de um Governo demissionário, de um défice acima do previsto em 2010 e de vários cortes de rating, o último por parte da Fitch. O país está à deriva numa altura em que a ajuda externa está, acreditam alguns, cada vez mais perto de chegar.
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FMI discute destino dos lucros da venda de ouro
O Fundo Monetário Internacional vai discutir esta semana o destino dos lucros excedentes da venda de mais de 400 toneladas de ouro nos últimos dois anos, disse à agência France Press um porta-voz daquele fundo.
O FMI vendeu, entre Outubro de 2009 e Dezembro de 2010, cerca de um oitavo do seu stock de ouro, 403,3 toneladas por cerca de 14,8 milhões de dólares (10,3 milhões de euros). Dado o aumento dos preços, este montante é superior às projecções de 11 milhões de dólares (7,7 milhões de euros) previstos quando o processo de venda foi lançado em 2008.
O lucro assim superior a 2,8 milhões de dólares (1,9 milhões de euros) em relação às estimativas iniciais.
«O conselho de administração vai em breve ter uma discussão preliminar sobre a utilização dos lucros excedentes da venda de ouro».
As organizações não governamentais que defendem o perdão da dívida dos países em desenvolvimento indicaram através de comunicado que aquela discussão terá lugar na quarta-feira.
A associação Jubilee USA pediu ao FMI para utilizar os lucros da venda de ouro para «anular a dívida e prestar uma assistência que não crie mais dívidas aos países mais pobres que enfrentam uma fome potencial com uma nova elevação dos preços dos alimentos decorrente de catástrofes naturais ou da crise financeira provocada pelos bancos ocidentais», cita a Lusa.
«Prevemos que o conselho de administração vá examinar um leque alargado de possibilidades», disse o porta-voz do FMI, sem especificar quais.
O FMI vendeu, entre Outubro de 2009 e Dezembro de 2010, cerca de um oitavo do seu stock de ouro, 403,3 toneladas por cerca de 14,8 milhões de dólares (10,3 milhões de euros). Dado o aumento dos preços, este montante é superior às projecções de 11 milhões de dólares (7,7 milhões de euros) previstos quando o processo de venda foi lançado em 2008.
O lucro assim superior a 2,8 milhões de dólares (1,9 milhões de euros) em relação às estimativas iniciais.
«O conselho de administração vai em breve ter uma discussão preliminar sobre a utilização dos lucros excedentes da venda de ouro».
As organizações não governamentais que defendem o perdão da dívida dos países em desenvolvimento indicaram através de comunicado que aquela discussão terá lugar na quarta-feira.
A associação Jubilee USA pediu ao FMI para utilizar os lucros da venda de ouro para «anular a dívida e prestar uma assistência que não crie mais dívidas aos países mais pobres que enfrentam uma fome potencial com uma nova elevação dos preços dos alimentos decorrente de catástrofes naturais ou da crise financeira provocada pelos bancos ocidentais», cita a Lusa.
«Prevemos que o conselho de administração vá examinar um leque alargado de possibilidades», disse o porta-voz do FMI, sem especificar quais.
Euro desanima com subida iminente dos juros
A moeda única europeia quebrou esta segunda-feira um ciclo de quatro dias de avanço em relação ao dólar. Tudo por causa da subida iminente dos juros pelo Banco Central Europeu, o que, acreditam os investidores, poderá prejudicar as economias dos países mais endividados da Zona Euro.
A valer menos 0,15% para 1,4204 dólares, o euro está assim a reflectir alguma cautela antes da reunião desta quinta-feira em que «o BCE vai mais do que provavelmente aumentar as taxas de juro e tornar a situação das nações periféricas muito mais difícil», como é o caso de Portugal e da Irlanda, antecipa o economista Simon Smith, da FXPro Financial Services, citado pela Bloomberg.
Todos os economistas consultados por esta agência prevêem que a taxa de referência aumente 25 pontos base, depois de ter estado no mínimo histórico de 1% durante quase um ano.
Hoje um relatório europeu pode mostrar que os preços no produtor podem ter acelerado ao ritmo mais rápido desde Setembro de 2008 na Zona Euro.
Note-se que o euro valorizou 3,5% até Março, a maior escalada desde o último trimestre de 2008 e o melhor desempenho de um primeiro trimestre desde o arranque das negociações da moeda única, em muito graças ao crescimento da Alemanha.
A valer menos 0,15% para 1,4204 dólares, o euro está assim a reflectir alguma cautela antes da reunião desta quinta-feira em que «o BCE vai mais do que provavelmente aumentar as taxas de juro e tornar a situação das nações periféricas muito mais difícil», como é o caso de Portugal e da Irlanda, antecipa o economista Simon Smith, da FXPro Financial Services, citado pela Bloomberg.
Todos os economistas consultados por esta agência prevêem que a taxa de referência aumente 25 pontos base, depois de ter estado no mínimo histórico de 1% durante quase um ano.
Hoje um relatório europeu pode mostrar que os preços no produtor podem ter acelerado ao ritmo mais rápido desde Setembro de 2008 na Zona Euro.
Note-se que o euro valorizou 3,5% até Março, a maior escalada desde o último trimestre de 2008 e o melhor desempenho de um primeiro trimestre desde o arranque das negociações da moeda única, em muito graças ao crescimento da Alemanha.
PSI20 fecha sessão a subir 0,09% para 7,869.16 pontos
O índice PSI20 encerrou a sessão desta segunda-feira a negociar em alta ligeira. O principal índice português avançou 0,09% para 7,869.16 pontos.
Na restante Europa, os principais índices fecharam sem tendência definida.
Neste momento, e depois de uma abertura em alta, os mercados norte-americanos seguem a sessão em terreno misto.
Na restante Europa, os principais índices fecharam sem tendência definida.
Neste momento, e depois de uma abertura em alta, os mercados norte-americanos seguem a sessão em terreno misto.
BCE não comprou dívida soberana a semana passada
O Banco Central Europeu (BCE) indicou esta segunda-feira que não comprou títulos de dívida soberana no mercado secundário na semana passada, mantendo em carteira cerca de 77 mil milhões de euros destes títulos, informa a Lusa.
Depois de na semana anterior ter adquirido 432 milhões de euros em títulos de dívida soberana, ao abrigo do seu programa de compra de dívida, o Securitires Markets Programme (SMP), o último balanço da instituição aponta que não foram comprados novos títulos na semana entre 28 de Março e 1 de Abril.
O valor dos títulos de dívida soberana que o BCE tem neste momento em carteira ronda os 77 mil milhões de euros, com a instituição a anunciar nova operação de depósitos a uma semana com uma taxa máxima de um por cento até ao total deste valor, de forma a absorver a liquidez extraordinária injectada no mercado com a compra dos títulos.
Desde o início do ano, de acordo com os anúncios semanais da instituição, o BCE terá efectuado compras no mercado secundário em seis semanas, permanecendo outras sete semanas sem realizar novas compras.
Depois de na semana anterior ter adquirido 432 milhões de euros em títulos de dívida soberana, ao abrigo do seu programa de compra de dívida, o Securitires Markets Programme (SMP), o último balanço da instituição aponta que não foram comprados novos títulos na semana entre 28 de Março e 1 de Abril.
O valor dos títulos de dívida soberana que o BCE tem neste momento em carteira ronda os 77 mil milhões de euros, com a instituição a anunciar nova operação de depósitos a uma semana com uma taxa máxima de um por cento até ao total deste valor, de forma a absorver a liquidez extraordinária injectada no mercado com a compra dos títulos.
Desde o início do ano, de acordo com os anúncios semanais da instituição, o BCE terá efectuado compras no mercado secundário em seis semanas, permanecendo outras sete semanas sem realizar novas compras.
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Brent em máximos e próximo dos 120 dólares
As cotações do petróleo nos mercados internacionais estão em máximos de 30 meses, animadas por indicadores económicos positivos nos Estados Unidos.
Foram criados mais empregos do que o esperado no mês de Março (216 mil)naquela que é a maior economia do mundo e houve menos seis mil norte-americanos a pedir subsídio de desemprego na semana passada.
«Os dados dos EUA pintam um quadro positivo», disse Jonathan Barratt, gerente da Commodity Broking Services Pty, em Sydney, citado pela Bloomberg.
Neste momento, em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 0,93 por cento para 119,80 dólares.
Em Nova Iorque, o crude está a valorizar 0,14 por cento, com cada barril a valer 108,09 dólares.
Foram criados mais empregos do que o esperado no mês de Março (216 mil)naquela que é a maior economia do mundo e houve menos seis mil norte-americanos a pedir subsídio de desemprego na semana passada.
«Os dados dos EUA pintam um quadro positivo», disse Jonathan Barratt, gerente da Commodity Broking Services Pty, em Sydney, citado pela Bloomberg.
Neste momento, em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 0,93 por cento para 119,80 dólares.
Em Nova Iorque, o crude está a valorizar 0,14 por cento, com cada barril a valer 108,09 dólares.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Impostos dispararam nos últimos 10 anos
A cobrança de IVA e IRS disparou em 10 anos. A comparação entre 2000 e 2010 revela uma subida de 32% no caso do IRS e de 45% no caso do IVA.
Na prática, o Governo encaixou quase 4 mil milhões de euros em IVA. Já em IRS, os portugueses pagaram cerca de 6,7 mil milhões de euros.
Só no ano passado, o comércio foi o principal responsável pelo encaixe de mais de 7,5 mil milhões de euros.
No sector da construção a tendência foi inversa, com uma diminuição da receita.
Além destes impostos, também o IRC, o imposto sobre produtos petrolíferos e o IMI contribuíram com mais de mil milhões de euros para a receita do estado.
Na prática, o Governo encaixou quase 4 mil milhões de euros em IVA. Já em IRS, os portugueses pagaram cerca de 6,7 mil milhões de euros.
Só no ano passado, o comércio foi o principal responsável pelo encaixe de mais de 7,5 mil milhões de euros.
No sector da construção a tendência foi inversa, com uma diminuição da receita.
Além destes impostos, também o IRC, o imposto sobre produtos petrolíferos e o IMI contribuíram com mais de mil milhões de euros para a receita do estado.
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Ryanair: mais 2 euros para compensar cancelamentos
A Ryanair vai introduzir uma taxa de dois euros por bilhete para financiar os custos de cancelamento e atrasos de voos em casos de força maior, em que a companhia aérea de baixo custo não é responsável.
Nas reservas efectuadas a partir de 4 de Abril 2011, a Ryanair vai introduzir uma taxa compensatória para fazer face aos custos resultantes de cancelamento e atrasos alheios à companhia aérea, que diz que, no último ano, sofreu perdas superiores a 100 milhões de euros com cancelamentos, atrasos e atendimento, compensações e despesas legais provenientes de mais de 15.000 cancelamentos de voos.
Em comunicado, a companhia aérea de baixo custo considerou «injusto e discriminatório» que as companhias aéreas sejam responsabilizadas e forçadas a fornecer o reembolso, refeições, hotéis e chamadas telefónicas durante as greves dos controladores aéreos, más condições climatéricas ou fecho do espaço aéreo devido à nuvem de cinzas.
«É claramente injusto que as companhias aéreas sejam obrigadas a providenciar refeições e acomodações a passageiros durante dias e por vezes semanas simplesmente porque os governos fecham o seu espaço aéreo ou os controladores saem dos seus postos de trabalho ou por incompetência de aeroportos que não limpam a neve da pista», sustentou o director de comunicação da Ryanair na Europa.
Daniel de Carvalho realça que «as empresas de transportes concorrentes (comboios, barcos e autocarros) não são responsabilizadas por eventos de força maior de acordo com o seu regulamento equivalente ao EU261».
Mais, considera, «uma situação insana, que as companhias de seguros não tenham pago nada durante a crise de cinza vulcânica no ano passado, pois tratava-se de força maior, quando as companhias aéreas foram forçadas a sustentar custos de semanas de atrasos».
A empresa irlandesa, com bases no Porto e em Faro, explica que «a taxa de dois euros irá ajudar a suportar estes custos, que não são recuperáveis através dos Governos, controladores de espaços aéreos ou aeroportos, e que portanto vão cair, na sua totalidade, sobre as companhias aéreas».
A maioria das interrupções em 2010 aconteceu em três períodos distintos: o fecho do espaço aéreo devido à nuvem vulcânica na Islândia em Abril e Maio, o fecho de muitos aeroportos na Comunidade Europeia devido a más condições climatéricas em Novembro e Dezembro e as greves de controladores aéreos na Alemanha, Bélgica, Espanha e França durante mais de 15 dias no verão.
Nas reservas efectuadas a partir de 4 de Abril 2011, a Ryanair vai introduzir uma taxa compensatória para fazer face aos custos resultantes de cancelamento e atrasos alheios à companhia aérea, que diz que, no último ano, sofreu perdas superiores a 100 milhões de euros com cancelamentos, atrasos e atendimento, compensações e despesas legais provenientes de mais de 15.000 cancelamentos de voos.
Em comunicado, a companhia aérea de baixo custo considerou «injusto e discriminatório» que as companhias aéreas sejam responsabilizadas e forçadas a fornecer o reembolso, refeições, hotéis e chamadas telefónicas durante as greves dos controladores aéreos, más condições climatéricas ou fecho do espaço aéreo devido à nuvem de cinzas.
«É claramente injusto que as companhias aéreas sejam obrigadas a providenciar refeições e acomodações a passageiros durante dias e por vezes semanas simplesmente porque os governos fecham o seu espaço aéreo ou os controladores saem dos seus postos de trabalho ou por incompetência de aeroportos que não limpam a neve da pista», sustentou o director de comunicação da Ryanair na Europa.
Daniel de Carvalho realça que «as empresas de transportes concorrentes (comboios, barcos e autocarros) não são responsabilizadas por eventos de força maior de acordo com o seu regulamento equivalente ao EU261».
Mais, considera, «uma situação insana, que as companhias de seguros não tenham pago nada durante a crise de cinza vulcânica no ano passado, pois tratava-se de força maior, quando as companhias aéreas foram forçadas a sustentar custos de semanas de atrasos».
A empresa irlandesa, com bases no Porto e em Faro, explica que «a taxa de dois euros irá ajudar a suportar estes custos, que não são recuperáveis através dos Governos, controladores de espaços aéreos ou aeroportos, e que portanto vão cair, na sua totalidade, sobre as companhias aéreas».
A maioria das interrupções em 2010 aconteceu em três períodos distintos: o fecho do espaço aéreo devido à nuvem vulcânica na Islândia em Abril e Maio, o fecho de muitos aeroportos na Comunidade Europeia devido a más condições climatéricas em Novembro e Dezembro e as greves de controladores aéreos na Alemanha, Bélgica, Espanha e França durante mais de 15 dias no verão.
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Curiosidades
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Abono de família: mais 100 mil já o perderam
Mais de 100 mil pessoas perderam o abono de família em Fevereiro. Isto depois de já se verificar uma quebra de 510 mil beneficiários em Outubro.
As mudanças introduzidas pelo Governo e as novas regras de acesso ao subsídio ditaram esta queda.
Ao contrário do abono, e apesar destas medidas, há mais pessoas a receber o subsídio de desemprego.
De acordo com os números da Segurança Social a que o «Diário de Notícias» teve acesso, são mais 4 mil os portugueses a beneficiar deste apoio social.
As mudanças introduzidas pelo Governo e as novas regras de acesso ao subsídio ditaram esta queda.
Ao contrário do abono, e apesar destas medidas, há mais pessoas a receber o subsídio de desemprego.
De acordo com os números da Segurança Social a que o «Diário de Notícias» teve acesso, são mais 4 mil os portugueses a beneficiar deste apoio social.
Desemprego recua mas Março pode ser pior
É uma queda «positiva» a destacar, mas pode muito bem não ser o início de uma tendência. O secretário de Estado do emprego aplaude a redução em uma décima da taxa de desemprego para os 11,1% em Fevereiro. Mas avisa que os números de Março podem vir a reflectir a crise política.
«É um sinal bastante positivo, não tanto pelo valor, que é uma décima, mas por ser a primeira vez desde de Setembro de 2008 que a previsão do Eurostat dá uma baixa em cadeia [de mês para mês]. Temos uma inversão da tendência de não subida para início de descida», disse à agência Lusa Valter Lemos, na reacção aos dados do gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat.
Esta é uma «descida ligeira que encaixa na estabilização da situação de desemprego» que tem referido desde o final de 2010 e que, reforça, tem sido confirmada pelos dados do Eurostat, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
«Não há aumento do desemprego, mas também não significa ainda que há queda. É uma taxa alta para Portugal, estamos um pouco acima da taxa média europeia, embora neste momento, mesmo em posição relativa, Portugal voltou a melhorar. Este mês somos o décimo país do ranking do Eurostat [dos países com mais desemprego], no mês passado estávamos em nono. Temos vindo a melhorar».
Apesar de «aparentemente» a tendência ser «de estabilização», Valter Lemos sublinhou que é preciso aguardar pelos dados de Março, para saber se a actual crise política se vai reflectir nos números.
«Neste momento é imprevisível, não sabemos a médio prazo como evoluirá [o desemprego] e quais os impactos que a crise pode ter ou não nesta situação. Não podemos fazer vaticínios, vamos ver o que o mês de Março nos pode mostrar».
«É um sinal bastante positivo, não tanto pelo valor, que é uma décima, mas por ser a primeira vez desde de Setembro de 2008 que a previsão do Eurostat dá uma baixa em cadeia [de mês para mês]. Temos uma inversão da tendência de não subida para início de descida», disse à agência Lusa Valter Lemos, na reacção aos dados do gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat.
Esta é uma «descida ligeira que encaixa na estabilização da situação de desemprego» que tem referido desde o final de 2010 e que, reforça, tem sido confirmada pelos dados do Eurostat, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
«Não há aumento do desemprego, mas também não significa ainda que há queda. É uma taxa alta para Portugal, estamos um pouco acima da taxa média europeia, embora neste momento, mesmo em posição relativa, Portugal voltou a melhorar. Este mês somos o décimo país do ranking do Eurostat [dos países com mais desemprego], no mês passado estávamos em nono. Temos vindo a melhorar».
Apesar de «aparentemente» a tendência ser «de estabilização», Valter Lemos sublinhou que é preciso aguardar pelos dados de Março, para saber se a actual crise política se vai reflectir nos números.
«Neste momento é imprevisível, não sabemos a médio prazo como evoluirá [o desemprego] e quais os impactos que a crise pode ter ou não nesta situação. Não podemos fazer vaticínios, vamos ver o que o mês de Março nos pode mostrar».
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Euribor a 12 meses já vai nos 2%
As taxas Euribor estão a subir em todos os prazos esta sexta-feira, continuando assim a renovar máximos de 2009.
A taxa a seis mês, principal indexante para o crédito à habitação em Portugal, já vai nos 1,556%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses, mais comum no crédito às empresas, avança para 1,249% e a taxa a 12 meses já está na casa dos 2% (2,013%).
A maturidade a nove meses está nos 1,797% e a um mês nos 0,984%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
A taxa a seis mês, principal indexante para o crédito à habitação em Portugal, já vai nos 1,556%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses, mais comum no crédito às empresas, avança para 1,249% e a taxa a 12 meses já está na casa dos 2% (2,013%).
A maturidade a nove meses está nos 1,797% e a um mês nos 0,984%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
«Maior problema de Portugal já não é FMI»
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) considera neste momento há um problema maior do que um resgate do FMI que é a forma como o país está a ser tratado pelo exterior, considerando esse tratamento «humilhante».
«A vinda do FMI já não é o problema mais complicado que temos, mas a imagem que estamos a dar, de um país inconsistente, sem Parlamento, sem Governo, com declarações contraditórias. Um país que não se governa nem deixa governar, como alguém disse», apontou Basílio Horta, citado pela Lusa.
O presidente da AICEP admite que «esta imagem prejudica-nos muito» na hora de «vender» o país aos investidores estrangeiros.
E leva o descontentamento ainda mais longe: «Para pessoas da minha geração há um aspecto mais sensível que é a dignidade nacional. Senti-me um bocado humilhado quando vi uma líder de um país estrangeiro [Angela Merkel], por muito respeito que se tenha pela pessoa, a dizer «entendam-se lá, digam que PEC querem apresentar»».
Basílio Horta acrescenta que «num país com 900 anos de história» este tipo de declarações, como as da líder alemã, «as pessoas sentem-se um pouco desconfortáveis».
«Com franqueza devo confessar que me sinto até um pouco humilhado com isto».
Basílio Horta confessou-se assim preocupado com «a imagem que o país passa para o exterior» numa altura em que a AICEP tenta vender Portugal aos investidores estrangeiros. Daí que um eventual pedido de apoio ao FMI não seja visto com bons olhos, recordando que «o FMI é cego».
«Não tem a humanidade que um qualquer Governo, por muito pior que seja, tem».
«Venho transmitir uma mensagem de fé, de esperança e confiança aos empresários. De que não podemos baixar os braços e que há mais mundo para além da crise», disse o responsável da AICEP num encontro em Ponte de Lima, com empresários locais.
«A vinda do FMI já não é o problema mais complicado que temos, mas a imagem que estamos a dar, de um país inconsistente, sem Parlamento, sem Governo, com declarações contraditórias. Um país que não se governa nem deixa governar, como alguém disse», apontou Basílio Horta, citado pela Lusa.
O presidente da AICEP admite que «esta imagem prejudica-nos muito» na hora de «vender» o país aos investidores estrangeiros.
E leva o descontentamento ainda mais longe: «Para pessoas da minha geração há um aspecto mais sensível que é a dignidade nacional. Senti-me um bocado humilhado quando vi uma líder de um país estrangeiro [Angela Merkel], por muito respeito que se tenha pela pessoa, a dizer «entendam-se lá, digam que PEC querem apresentar»».
Basílio Horta acrescenta que «num país com 900 anos de história» este tipo de declarações, como as da líder alemã, «as pessoas sentem-se um pouco desconfortáveis».
«Com franqueza devo confessar que me sinto até um pouco humilhado com isto».
Basílio Horta confessou-se assim preocupado com «a imagem que o país passa para o exterior» numa altura em que a AICEP tenta vender Portugal aos investidores estrangeiros. Daí que um eventual pedido de apoio ao FMI não seja visto com bons olhos, recordando que «o FMI é cego».
«Não tem a humanidade que um qualquer Governo, por muito pior que seja, tem».
«Venho transmitir uma mensagem de fé, de esperança e confiança aos empresários. De que não podemos baixar os braços e que há mais mundo para além da crise», disse o responsável da AICEP num encontro em Ponte de Lima, com empresários locais.
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Petróleo: barril já vai nos 117 dólares
As cotações do «ouro negro» estão em alta nos mercados internacionais. Com o conflito na Líbia no centro das atenções, por causa do prolongamento dos cortes na produção de crude, o barril de Brent já vai nos 117,45 dólares.
A valorização é de 0,08% em Londres e de 0,36% em Nova Iorque, para o nível mais alto em 30 meses, com cada barril a custar 107,14 dólares do outro lado do Atlântico.
A Líbia é o terceiro maior exportador de África e os cortes na produção têm implicações para os produtores do Médio Oriente, o que faz com que os preços disparem, com receios de menor oferta.
«A Líbia é a chave», disse Jonathan Barratt, gerente da Commodity Broking Services Pty, citado pela Bloomberg.
A valorização é de 0,08% em Londres e de 0,36% em Nova Iorque, para o nível mais alto em 30 meses, com cada barril a custar 107,14 dólares do outro lado do Atlântico.
A Líbia é o terceiro maior exportador de África e os cortes na produção têm implicações para os produtores do Médio Oriente, o que faz com que os preços disparem, com receios de menor oferta.
«A Líbia é a chave», disse Jonathan Barratt, gerente da Commodity Broking Services Pty, citado pela Bloomberg.
PSI20 fecha a subir 1,4% para 7.861,76 pontos
A bolsa em Lisboa encerrou a semana em alta.
O principal índice de referência, o PSI20, fechou a valorizar 1,4 por cento para 7.861,76 pontos, em linha com as restantes pares europeias. A impulsionar estiveram os pesos pesados EDP, PT e BCP.
A liderar os ganhos ficou, contudo, o Banif, que disparou mais de 3%, logo seguido pela Jerónimo Martins (2,59%) e Brisa (2,13%).
O principal índice de referência, o PSI20, fechou a valorizar 1,4 por cento para 7.861,76 pontos, em linha com as restantes pares europeias. A impulsionar estiveram os pesos pesados EDP, PT e BCP.
A liderar os ganhos ficou, contudo, o Banif, que disparou mais de 3%, logo seguido pela Jerónimo Martins (2,59%) e Brisa (2,13%).
Leilão de dívida a 1 ano é «cadeira de pioneses»
O economista João Duque considerou que a venda de dívida pública a prazos que rondam um ano, como fez esta sexta-feira o Estado português, faz pensar que os responsáveis políticos não acreditam que estejam nos cargos quando as dívidas vencerem.
«Dá a ideia que as pessoas não estão convencidas que vão estar nos lugares para resolver o problema dentro destes prazos», afirmou João Duque, antigo membro do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), em declarações à agência Lusa.
«O que se está a fazer é deixar uma cadeira cheia de pioneses para o outro se sentar», acrescentou o economista, que preside ao ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, e que criticou a opção do Estado português pela emissão de dívida de curto prazo.
«É uma política de financiamento de muito curto prazo que vai rebentar dentro de um ano. O próprio IGCP vai ter o problema dentro de um ano. (¿) Vamos seguramente ter de pagar isto que estamos a pedir emprestado, mais outros valores, que vão acumulando», afirmou o economista, que retratou a situação actual como «uma bola de neve, que neste momento está a ficar muito apertada».
No leilão de hoje, o Estado colocou 1.645 milhões de euros -mais do que os 1.500 milhões de euros indicativos - na linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, a uma taxa de juro média de 5,793 por cento, abaixo do mercado secundário, mas acima da última emissão a um ano.
João Duque referiu que a colocação de hoje «estava relativamente assegurada» e que a ida ao mercado «foi tranquila», mas alertou que se torna cada vez mais difícil assegurar procura para a dívida portuguesa.
«Muito provavelmente, nos próximos leilões, a continuar esta tendência, arriscamo-nos a não ter quem procure o suficiente para aquilo que nós necessitamos», o que colocaria Portugal, afirmou, cada vez mais perto ou de ruptura de tesouraria ou de um pedido de ajuda externa.
«Dá a ideia que as pessoas não estão convencidas que vão estar nos lugares para resolver o problema dentro destes prazos», afirmou João Duque, antigo membro do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), em declarações à agência Lusa.
«O que se está a fazer é deixar uma cadeira cheia de pioneses para o outro se sentar», acrescentou o economista, que preside ao ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, e que criticou a opção do Estado português pela emissão de dívida de curto prazo.
«É uma política de financiamento de muito curto prazo que vai rebentar dentro de um ano. O próprio IGCP vai ter o problema dentro de um ano. (¿) Vamos seguramente ter de pagar isto que estamos a pedir emprestado, mais outros valores, que vão acumulando», afirmou o economista, que retratou a situação actual como «uma bola de neve, que neste momento está a ficar muito apertada».
No leilão de hoje, o Estado colocou 1.645 milhões de euros -mais do que os 1.500 milhões de euros indicativos - na linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, a uma taxa de juro média de 5,793 por cento, abaixo do mercado secundário, mas acima da última emissão a um ano.
João Duque referiu que a colocação de hoje «estava relativamente assegurada» e que a ida ao mercado «foi tranquila», mas alertou que se torna cada vez mais difícil assegurar procura para a dívida portuguesa.
«Muito provavelmente, nos próximos leilões, a continuar esta tendência, arriscamo-nos a não ter quem procure o suficiente para aquilo que nós necessitamos», o que colocaria Portugal, afirmou, cada vez mais perto ou de ruptura de tesouraria ou de um pedido de ajuda externa.
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Leilão de dívida: «IGCP percebeu que havia procura»
«O ICGP deve ter percebido, juntos dos seus contactos, que havia procura específica para este prazo, e foi isso que fez ao insistir em continuar a colocar dívida pública no mercado, garantindo que existe procura». A opinião é da economista do BPI, Cristina Casalinho, em reacção ao leilão de dívida soberana que decorreu esta manhã.
O Estado emitiu Obrigações do Tesouro com maturidade a Junho de 2012. A taxa média ponderada foi de 5,793% e a procura superou em 1,4 vezes a oferta, valores piores do que da última emissão comparável.
Mesmo assim, a economista do BPI considera que «a oferta foi boa, o rácio também, sobretudo a taxa de colocação foi bastante favorável, e o facto de o Estado ter conseguido colocar, a esta taxa, um montante superior ao previsto inicialmente, deve ser reforçado».
Apesar de as taxas terem sido quase o dobro do leilão anterior, Cristina Casalinho referiu tratar-se de um valor aceitável, sinal de que «o contágio do mercado secundário ao mercado primário não está a ser completo e isso é positivo».
Também o Ministério das Finanças considera que os resultados do leilão «extraordinário» são «positivos», considerando o «difícil contexto político e económico» que o país vive, e admitecontinuar a emitir dívida.
O Estado emitiu Obrigações do Tesouro com maturidade a Junho de 2012. A taxa média ponderada foi de 5,793% e a procura superou em 1,4 vezes a oferta, valores piores do que da última emissão comparável.
Mesmo assim, a economista do BPI considera que «a oferta foi boa, o rácio também, sobretudo a taxa de colocação foi bastante favorável, e o facto de o Estado ter conseguido colocar, a esta taxa, um montante superior ao previsto inicialmente, deve ser reforçado».
Apesar de as taxas terem sido quase o dobro do leilão anterior, Cristina Casalinho referiu tratar-se de um valor aceitável, sinal de que «o contágio do mercado secundário ao mercado primário não está a ser completo e isso é positivo».
Também o Ministério das Finanças considera que os resultados do leilão «extraordinário» são «positivos», considerando o «difícil contexto político e económico» que o país vive, e admitecontinuar a emitir dívida.
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