A Google vai aplicar um novo botão de recomendação de resultados do seu motor de busca de páginas da Internet, semelhante ao «Like» do Facebook.
«Para recomendar algo, um utilizador precisa apenas de clicar na opção «+1» num resultado ou num anúncio que considere útil. Esses «+1»¿s passarão a aparecer nos resultados de pesquisa do Google», anuncia a empresa, em comunicado citado pela Lusa.
Quando o utilizador estiver com a sua conta do Google activada, verá nos resultados de pesquisa os nomes das pessoas que recomendaram aquele site, nomeadamente de algum seu familiar, amigo ou colega.
«Após um clique no botão «+1», um utilizador tem também a opção de desfazer a acção de imediato», salienta a Google.
A opção «+1» será disponibilizada lentamente a nível global, a começar pelo google.com em inglês.
quinta-feira, 31 de março de 2011
RTP abre programa de saídas voluntárias
A nova estrutura orgânica da RTP levou à criação de um novo Programa de Apoio a Saídas Voluntárias (PASV) que abrangerá os interessados cujas saídas «não impliquem a necessidade de substituição» ou permitam que a mesma seja assegurada internamente.
Em nota interna citada pela agência Lusa, é referido que este programa será «necessariamente diferente do anterior», de 2009, mas é também destinado «aos trabalhadores que pretendam livremente aderir» e preencham os requisitos indicados no programa.
São duas as modalidades apresentadas aos trabalhadores: uma que passa por um sistema de reforma flexível, para os funcionários entre os 55 e os 65 anos, que «preferencialmente deverão ter uma carreira contributiva para os regimes de previdência de 25 anos» com os 55 anos de idade, e uma segunda de saídas por mútuo acordo, destinada a «trabalhadores da empresa não abrangidos» pelo cenário anterior.
«Os recursos financeiros disponíveis para este programa são limitados e não poderão colocar em causa o cumprimento dos compromissos económico-financeiros da empresa», assinala o despacho.
O presidente da RTP, Guilherme Costa, frisou em Março, na apresentação das contas da empresa referentes a 2010, que o PASV foi um dos elementos que levou a que nos resultados mais recentes os custos com pessoal tenham caído de 113 milhões de euros para 102,9 milhões de euros.
Em nota interna citada pela agência Lusa, é referido que este programa será «necessariamente diferente do anterior», de 2009, mas é também destinado «aos trabalhadores que pretendam livremente aderir» e preencham os requisitos indicados no programa.
São duas as modalidades apresentadas aos trabalhadores: uma que passa por um sistema de reforma flexível, para os funcionários entre os 55 e os 65 anos, que «preferencialmente deverão ter uma carreira contributiva para os regimes de previdência de 25 anos» com os 55 anos de idade, e uma segunda de saídas por mútuo acordo, destinada a «trabalhadores da empresa não abrangidos» pelo cenário anterior.
«Os recursos financeiros disponíveis para este programa são limitados e não poderão colocar em causa o cumprimento dos compromissos económico-financeiros da empresa», assinala o despacho.
O presidente da RTP, Guilherme Costa, frisou em Março, na apresentação das contas da empresa referentes a 2010, que o PASV foi um dos elementos que levou a que nos resultados mais recentes os custos com pessoal tenham caído de 113 milhões de euros para 102,9 milhões de euros.
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Economia e Finanças
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Taxas Euribor marcam nova sessão de subidas
Num dia em que foi divulgado que a inflação atingiu o nível mais alto dos últimos dois anos e em que se prevê um aumento da taxa de juro já em Abril, as Euribor voltaram a subir.
Assim, a taxa a um mês avançou 0,8 pontos base para 0,968%, enquanto a maturidade a três meses subiu para 1,239%, o que representa um máximo de Junho de 2009.
A taxa a seis meses, a maturidade mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, cresceu 0,5 pontos base para 1,546%. Já o prazo a nove meses avançou 0,3 pontos base para 1,785%.
A maturidade a um ano está esta quinta-feira nos 1,996%.
Esta subida das taxas Euribor não é uma boa notícia para quem tem crédito à habitação, uma vez que as prestações vão reflectir este aumento já em Abril.
Assim, a taxa a um mês avançou 0,8 pontos base para 0,968%, enquanto a maturidade a três meses subiu para 1,239%, o que representa um máximo de Junho de 2009.
A taxa a seis meses, a maturidade mais utilizada nos contratos de crédito à habitação em Portugal, cresceu 0,5 pontos base para 1,546%. Já o prazo a nove meses avançou 0,3 pontos base para 1,785%.
A maturidade a um ano está esta quinta-feira nos 1,996%.
Esta subida das taxas Euribor não é uma boa notícia para quem tem crédito à habitação, uma vez que as prestações vão reflectir este aumento já em Abril.
Euro acelera com subida da inflação
O euro está mais forte em relação ao dólar nesta manhã de quinta-feira. A corrida da moeda única deve-se à subida da inflação que acelerou para um ritmo ainda acima do limite de 2% fixado pelo Banco Central Europeu.
Os preços subiram 2,6% entre os países que partilham a moeda única no mês de Março, uma escalada em 0,2% superior à registada em Fevereiro. Este é, de resto, o maior nível desde Outubro de 2008.
A moeda única está assim a acentuar os ganhos do início da manhã, subindo 0,59% para os 1,4212 dólares.
Note-se ainda que o yuan atingiu hoje a cotação mais alta face ao dólar norte-americano, assinalando uma valorização de mais de 4% desde o Verão passado, quando o Banco Central chinês China anunciou a «flexibilidade» da sua política cambial.
Pela manhã, um dólar dos EUA valia 6,5564 yuan, menos 0,0061 que há dois dias.
Os preços subiram 2,6% entre os países que partilham a moeda única no mês de Março, uma escalada em 0,2% superior à registada em Fevereiro. Este é, de resto, o maior nível desde Outubro de 2008.
A moeda única está assim a acentuar os ganhos do início da manhã, subindo 0,59% para os 1,4212 dólares.
Note-se ainda que o yuan atingiu hoje a cotação mais alta face ao dólar norte-americano, assinalando uma valorização de mais de 4% desde o Verão passado, quando o Banco Central chinês China anunciou a «flexibilidade» da sua política cambial.
Pela manhã, um dólar dos EUA valia 6,5564 yuan, menos 0,0061 que há dois dias.
Petróleo valoriza mais de 1% em Londres
O petróleo segue a valorizar nos mercados internacionais, depois de ter intensificado quedas na passada sessão, depois de ter sido divulgado um aumento das reservas de crude.
Segundo o Departamento de Energia norte-americano (DoE), os níveis de crude aumentaram em 2,94 milhões de barris na semana passada, número que ficou acima das estimativas dos analistas.
Já os inventários de gasolina desceram em 2,68 milhões de barris.
Quanto aos produtos destilados ¿ que incluem gasóleo e combustível para aquecimento ¿ subiram em 710 mil barris, na semana passada.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,08 por cento para 116,37 dólares.
Em Nova Iorque, o crude avança 1,02 por cento, com cada barril a valer 105,33 dólares.
Segundo o Departamento de Energia norte-americano (DoE), os níveis de crude aumentaram em 2,94 milhões de barris na semana passada, número que ficou acima das estimativas dos analistas.
Já os inventários de gasolina desceram em 2,68 milhões de barris.
Quanto aos produtos destilados ¿ que incluem gasóleo e combustível para aquecimento ¿ subiram em 710 mil barris, na semana passada.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,08 por cento para 116,37 dólares.
Em Nova Iorque, o crude avança 1,02 por cento, com cada barril a valer 105,33 dólares.
MAIS RECORDES: défice agrava escalada dos juros
Sempre, sempre a subir. Os juros da dívida pública têm estado imparáveis, renovando máximos sucessivos. Até algumas maturidades de curto prazo têm já juros mais altos do que as de longo prazo. Isto indica que os mercados já nem na capacidade de Portugal em pagar um empréstimo de curto prazo confiam.
Já está mesmo «tudo pronto» para o resgate. Falta só o Governo decidir-se pelo pedido de ajuda.
Fasquia dos 9% superada em cinco prazos
A revisão em alta do défice de 2010 veio agravar a escalada, com recordes atrás de recordes. Já há cinco prazos acima dos 9%.
Os juros a cinco anos têm protagonizado uma forte escalada nas últimas sessões, tendo batido recordes atrás de recordes - o valor mais alto desde que Portugal entrou no euro é agora de 9,531% e foi já alcançado depois de conhecidos os números do défice.
Nas restantes maturidades há também valores nunca antes vistos: os juros a três anos já tocam os 9,430%, a quatro e a seis também também já superam essa barreira, rondando os 9,2%; as Obrigações do Tesouro a sete anos romperam hoje pela primeira vez a mesma fasquia, negociando já nos 9,110%. Os juros a oito e nove anos para lá caminham, estando praticamente colados aos 9%.
Na maturidade a dois anos já foram alcançados máximos sucessivos esta quinta-feira - o último foi nos 8,649%.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos fixaram um novo recorde: já vão nos 8,681%.
«Spread» face à Alemanha também atinge recorde
Com este cenário, não é de admirar que a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã seja cada vez maior. O chamado spreadatingiu mesmo um recorde de 533,4 pontos base. Para se ter uma ideia do agravamento, há cerca de duas semanas rondava os 430.
Na Alemanha, os juros estão nos 3,3%, numa trajectória que se tem mantido estável. Por cá, a curva é sempre ascendente. Aliás, no espaço de três meses, os juros da dívida soberana dispararam 34%.
Os avisos e as pressões sobre Portugal repetem-se. A agência de notação financeira Fitch veio ontem dizer que ou pedimos ajuda, ou a nossa avaliação pode baixar. A ameaça já começa a ter efeitos: a CGD já levou com um corte de rating em dois níveis.
Já está mesmo «tudo pronto» para o resgate. Falta só o Governo decidir-se pelo pedido de ajuda.
Fasquia dos 9% superada em cinco prazos
A revisão em alta do défice de 2010 veio agravar a escalada, com recordes atrás de recordes. Já há cinco prazos acima dos 9%.
Os juros a cinco anos têm protagonizado uma forte escalada nas últimas sessões, tendo batido recordes atrás de recordes - o valor mais alto desde que Portugal entrou no euro é agora de 9,531% e foi já alcançado depois de conhecidos os números do défice.
Nas restantes maturidades há também valores nunca antes vistos: os juros a três anos já tocam os 9,430%, a quatro e a seis também também já superam essa barreira, rondando os 9,2%; as Obrigações do Tesouro a sete anos romperam hoje pela primeira vez a mesma fasquia, negociando já nos 9,110%. Os juros a oito e nove anos para lá caminham, estando praticamente colados aos 9%.
Na maturidade a dois anos já foram alcançados máximos sucessivos esta quinta-feira - o último foi nos 8,649%.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos fixaram um novo recorde: já vão nos 8,681%.
«Spread» face à Alemanha também atinge recorde
Com este cenário, não é de admirar que a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã seja cada vez maior. O chamado spreadatingiu mesmo um recorde de 533,4 pontos base. Para se ter uma ideia do agravamento, há cerca de duas semanas rondava os 430.
Na Alemanha, os juros estão nos 3,3%, numa trajectória que se tem mantido estável. Por cá, a curva é sempre ascendente. Aliás, no espaço de três meses, os juros da dívida soberana dispararam 34%.
Os avisos e as pressões sobre Portugal repetem-se. A agência de notação financeira Fitch veio ontem dizer que ou pedimos ajuda, ou a nossa avaliação pode baixar. A ameaça já começa a ter efeitos: a CGD já levou com um corte de rating em dois níveis.
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PSI20 fecha a perder 1,34% para os 7.753,45 pontos
O principal índice de referência em Lisboa, o PSI20, fechou a perder 1,34 por cento para os 7.753,45 pontos, em linha com as pares europeias, com os títulos da banca a castigarem.
EUA: menos seis mil pediram subsídio de desemprego
São boas notícias sobre o mercado laboral nos Estados Unidos: menos seis mil norte-americanos pediram subsídio de desemprego na semana passada. No total, foram realizados 388 mil requisitos para este apoio social, de acordo com dados do Departamento do Trabalho, divulgados esta quarta-feira.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
Esta é a segunda queda registada em três semanas, de acordo com dados oficiais, que apontam para uma subida da média de pedidos, das últimas quatro semanas, para os 394.250 pedidos. Nas últimas oito semanas, este valor caiu 8 por cento.
Estes dados deram força à abertura das negociações bolsistas. Os principais índices arrancaram no verde e assim continuam: Nasdaq lidera os ganhos e sobe 0,47%, Dow Jones avança 0,18% e S&P500 valoriza 0,05%.
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Portugal volta a testar mercados para a semana
Portugal vai voltar ao mercado na próxima quarta-feira, dia 6 de Abril, para emitir entre 750 e mil milhões de euros de dívida de curto prazo.
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
O leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro deste ano e em Março de 2012 prevê a colocação de um montante mínimo de 600 milhões de euros, 300 milhões para cada linha.
Em comunicado, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que abrirá as linhas com maturidade em 21 de Outubro (cerca de seis meses) e a 23 de Março (cerca de 11 meses).
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Gasolina volta a subir e fica à beira de 1,60 euros
O preço da gasolina está imparável e cada vez mais próximo dos 1,60 euros por litro. O combustível roça os mesmos níveis que atingiu no verão de 2008, quando o petróleo rondava os 150 dólares por barril.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Depois de a Galp e a Cepsa terem aumentado o preço no início da semana, novos aumentos surgem esta quarta-feira. A BP e a Repsol seguiram o movimento e a Cepsa actualizou o valor pela segunda vez numa semana.
A Repsol acrescentou dois cêntimos ao preço por litro, que está agora nos 1,593 euros nas gasolineiras da marca. É o preço mais elevado entre as grandes petrolíferas.
Já no caso da BP, que também aplicou um aumento de dois cêntimos, a gasolina passou a custar 1,589 euros.
Desta vez, a Cepsa, que tinha já aumentado o preço em dois cêntimos no início da semana, decidiu subi-lo apenas 0,4 cêntimos, passando o litro de gasolina a ter um valor de referência de 1,584 euros, o mesmo que na Galp, depois da actualização de 2,5 cêntimos decidida pela petrolífera nacional há poucos dias.
Euribor sempre a renovar máximos
As taxas Euribor estão a subir em todos os prazos esta quarta-feira, renovando máximos de 2009, tal como vem acontecendo nas últimas sessões.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
Segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis mês - o principal indexante para o crédito à habitação em Portugal - sobe 0,010 pontos, para os 1,541%.
A Euribor a três meses sobe 0,022 pontos para 1,231% e a taxa a 12 meses avança 0,012 pontos para 1,992%.
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Para euro sobreviver, países têm de perder soberania
Uma «pequena perda de soberania» pode fazer parte da solução para a sobrevivência do euro, sugeriu esta quarta-feira um economista britânico, que considera encorajador o distanciamento de Espanha e Itália dos problemas de outros países europeus.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Reflectindo sobre a sobrevivência da Zona Euro à crise da dívida soberana, Azad Zangana disse, citado pela Lusa, que «a austeridade fiscal tem de continuar», mas que irá criar tensões nos países que estão a aplicar estas medidas.
O caminho que considera estar a ser escolhido implica «mais controlo e supervisão fiscal central, o que implica uma pequena perda de soberania» dos países-membros, como Portugal.
A alternativa, avisa, pode ser o colapso do euro, seja através da saída de países mais fortes como a Alemanha ou de outros mais fracos do sul da Europa.
Sobre a actual situação da crise da dívida soberana, Zangana alerta para o risco de Portugal ser forçado a pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).
Todavia, considera «encorajador o distanciamento» das taxas de juro cobradas sobre as obrigações de Portugal e Irlanda e as de Espanha e Itália, o que poderá retirar pressão para estes países pedirem ajuda financeira.
Num cenário mais catastrófico, se a crise alastrasse além destes dois países para a Bélgica, a factura total do resgate à Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica poderia atingir 2,9 biliões de euros, calculou Zangana.
O economista Rory Bateman, responsável pelo investimento em acções europeias da Schroeders, vincou que a decisão de atribuir um resgate é «económica», enquanto a de manter o euro é «política».
Ambos os economistas consideram «improvável» um default[falta de pagamento] ou reestruturação a curto prazo da dívida dos países europeus como Grécia, Irlanda ou Portugal.
Europa: viagens em 4 horas até 2050
A Comissão Europeia quer que até 2050 noventa por cento dos passageiros aéreos em voos dentro da Europa consigam completar a sua viagem (de porta a porta) no espaço máximo de 4 horas, indica um relatório.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
A visão da Comissão Europeia para o transporte aéreo até 2050, que será apresentada em Madrid pelo Vice-Presidente da Comissão Siim Kallas, responsável pelos transportes, prevê que o número de voos comerciais vai passar dos actuais 9,4 milhões de voos (2011) para 25 milhões (2050).
«Mesmo com o advento do comboio de alta velocidade, a distância em causa significa que o transporte aéreo continua [em 2050] a ser a única forma directa e viável de interligar as várias regiões europeias», indica o documento.
«Mesmo em distâncias curtas, em algumas áreas geográficas a aviação por vezes é o mais eficiente meio de transporte», acrescenta.
Em 2050, prevê a comissão no relatório, será grande a diversidade de veículos aéreos a operar em «blocos comuns de espaço aéreo», incluindo: «uma nova gama de aeronaves comerciais de nova geração - com fuselagem estreita e larga - aviões executivos, aviões de rotores e de rotores de posição variável (¿) e aparelhos não tripulados controlados à distância».
Uma percentagem destes veículos, considera o grupo de trabalho da Comissão, não terão pilotos e alguns serão mesmo autónomos.
Petróleo desvaloriza com provável subida de stocks
Os preços do petróleo estão esta quarta-feira em queda nos mercados internacionais. É a quarta vez em cinco dias que o crude desvaloriza em Nova Iorque, hoje por causa da provável subida das reservas nos EUA.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
O Governo norte-americano vai revelar esta tarde um relatório que pode mostrar que os stocks subiram para o nível mais elevado em mais de três meses (uma escalada de 1,5 milhões de barris) segundo a Bloomberg.
Para além disso, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o previsto em Março, enquanto os custos dos combustíveis aumentaram.
Assim, o crude perde 0,4% em Nova Iorque para os 104,37 dólares por barril. Em Londres, o Brent - que é o petróleo que serve de referência para Portugal ¿ desliza 0,28% para 114,84 dólares.
«Pedir ajuda é estar fora dos mercados cinco anos»
Portugal tem capacidade para amortizar as Obrigações do Tesouro que vencem em Abril e em Junho, ou seja, consegue pagar os empréstimos de dívida cujo prazo para reembolso está prestes a terminar. A garantia é dada pelo secretário de Estado do Tesouro, num comentário escrito enviado à Bloomberg.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
Carlos Costa Pina diz que Portugal deve fazer tudo ao seu alcance para evitar recorrer a apoio financeiro externo, pois isso «implica estar fora dos mercados durante pelo menos cinco anos, com um agravamento das condições de financiamento do sector privado, das empresas e das famílias».
O governante reafirma, no entanto, a mensagem que tem vindo a ser veiculada pelo Executivo de que Portugal tem capacidade para pagar a dívida que vence nos próximos meses, em especial das linhas de obrigações do tesouro que vencem em Abril e Junho, que após a última operação de recompra apresentam um saldo vivo (a amortizar) de 4.252 milhões de euros e de 4.899 milhões de euros, respectivamente, nota a Lusa. A atender para os encargos que o país tem já no próximo mês, os cofres do Estado estão quase a esvaziar.
«Portugal tem condições para fazer face ao compromissos de amortização de dívida programados para 2011, especialmente das amortizações de dívida de longo prazo que irão ter lugar em Abril e Junho».
No entanto, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário continuam a bater máximos históricos. Ainda esta manhã a taxa exigida para deter títulos de dívida soberana a cinco anos superou a fasquia dos 9% e mantém-se acima dos 8% na grande maioria dos prazos.
Note-se que, segundo o IGCP, Portugal já assegurou 36% das suas necessidades de financiamento de médio e longo prazo para este ano.
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Wall Street em alta com bons dados do emprego
A bolsa de Nova Iorque segue esta quarta-feira em terreno positivo, encorajada pela divulgação dos números de criação de emprego no sector privado.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
As empresas norte-americanas criaram 201 mil postos de trabalho em Março, segundo dados divulgados pela ADP - Automatic Data Processing.
Estes números «eliminam qualquer dúvida sobre a aceleração do crescimento do emprego em 2011», assinalou a ADP, acrescentando que o aumento da criação de postos de trabalho está em linha com as previsões do Departamento do Trabalho nos Estados Unidos.
O Governo de Barack Obama apresenta na sexta-feira os números oficiais da criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em Março (sector público e privado).
A esta hora, S&P 500 segue a subir 0,48%, Dow Jones avança 0,56% e Nasdaq valoriza 0,97%.
Também na Europa, as principais praças estão no verde, com ganhos até 1,76% de Frankfurt, só contrariadas por Madrid, que perde 0,15%. Neste contexto, Lisboa avança 0,38%.
Fitch: se não pedirem ajuda, «rating» pode baixar
Fê-lo na semana passada e não põe de parte voltar à carga: a Fitch avisou esta quarta-feira que pode cortar o rating da República em breve se Portugal não pedir ajuda externa à União Europeia e ao FMI, avança a Reuters.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
A pressão para o país solicitar o resgate financeiro é assim cada vez maior. Ainda há poucos dias esta agência de notação baixou em dois níveis a nota de Portugal para A-, mas pondera vir a fazer o mesmo.
A Fitch está assim prestes a alinhar com a Standard & Poor`s que, no espaço de cinco dias, cortou duas vezes o ratingportuguês.
Segundo o economista João Duque, se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos.
Um outro aviso da Fitch, mas para a Grécia: o financiamento do novo fundo de resgate europeu coloca uma pressão acrescida sobre o rating «lixo» do país.
No mesmo relatório de avaliação decorrente da cimeira da União Europeia que decorreu na semana passada, a Fitch disse ainda que os principais riscos de curto prazo para o rating soberano da Irlanda prendem-se com a recessão e os eventuais custos adicionais para apoiar o sector financeiro.
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terça-feira, 29 de março de 2011
Euribor voltam a fixar máximos atrás de máximos
A escalada nas taxas Euribor continuam a renovar máximos de 2009. Estão a subir em todos os prazos esta terça-feira, com o maior avanço a pertencer à taxa a seis meses.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Neste maturidade, que é a mais usada no crédito à habitação em Portugal, a subida é de 0,010 pontos para 1,531%, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A Euribor a três meses cresce 0,009 pontos para 1,219%. A taxa a 12 meses avança os mesmos pontos, mas para 1,980 por cento.
Rendimento real das famílias vai cair 3,4%
O rendimento disponível real das famílias deverá cair 3,4 por cento este ano, devido às condições adversas que se esperam no mercado de trabalho e pelas medidas de consolidação orçamental.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
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Este fim-de-semana há desconto nos combustíveis
A Galp Energia e a Sonae vão assinalar a junção das marcas Modelo e Continente possibilitando aos seus clientes descontos que poderão atingir os 20 cêntimos por litro durante o fim-de-semana de 2 e 3 de Abril.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
Fundações: ninguém sabe quantas são
Ninguém sabe ao certo quantas fundações existem em Portugal. Segundo o Tribunal de Contas (TC), as bases de dados das várias entidades que deviam controlar este tipo de instituição, não são fiáveis.
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
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Portugal poupava 3 mil milhões se pedisse ajuda
Se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos, considerou esta terça-feira o economista João Duque, que questionou a fundamentação dos cortes na despesa pública.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
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Portugal mais perto de sair da Zona Euro?
Se Portugal não conseguir reduzir o défice externo terá, a prazo, de sair da Zona Euro. A opinião é do economista João Ferreira do Amaral, para quem as conclusões da última cimeira europeia são «completamente negativas».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
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Salgado critica políticos, Bruxelas e agências de rating
Ricardo Salgado considera que as agências de rating «estão a exagerar». Um comentário feito no mesmo dia em que a Standard & Poor¿s cortou, pela segunda vez em menos de uma semana, a classificação da dívida soberana de Portugal, num total de três níveis, e também um dia depois do corte da notação dos maiores bancos portugueses, pela mesma agência.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
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Corte de rating arrasa banca e bolsa acaba a cair
A bolsa de Lisboa encerrou esta terça-feira em queda ligeira, ditada pelas descidas da banca. O PSI20 caiu 0,16% para 7.817,27 pontos.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
PSI20 fecha a perder 0,16% para 7.817,27 pontos
O principal índice, PSI20, encerrou a cair 0,16 por cento para 7.817,27 pontos, com o sector financeiro a ser o mais castigado. O BPI liderou as descidas ao ceder 2,51%.
Já as praças europeias fecharam o dia com tendência mista.
Já as praças europeias fecharam o dia com tendência mista.
Combustíveis: «Preços subiram mais vezes do que caíram»
A Autoridade da Concorrência considera que, em 2010, o ajustamento dos preços da gasolina e gasóleo às cotações internacionais decorreu «sem assimetria», mas indica que os preços em Portugal subiram mais vezes e caíram menos vezes.
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera na sua mais recente newsletter, citada pela Lusa, que «o ajustamento dos preços médios antes de impostos (PMAI) aos Platts [cotações internacionais de referência] processou-se sem assimetrias significativas em 2010 e de forma semelhante ao que se verificou em Espanha e na média da UE27».
Assim, «o número de subidas e descidas [do preço] em Portugal ficou muito próximo da média europeia», mas o número de subidas de preço em Portugal foi superior aos das médias semanais dos Platts e de Espanha e o número de descidas de preço foi inferior.
«Não obstante, as subidas acumuladas dos PMAI em Portugal foram mais baixas do que em Espanha e na média da UE27», acrescenta o regulador.
Enquanto as cotações Platts da gasolina subiram 27 vezes e caíram 25, em Portugal o preço subiu 35 vezes e desceu 17.
No gasóleo, as cotações do Platts subiram 30 vezes e caíram 22, enquanto em Portugal subiram 35 vezes e caíram 17.
Em Espanha, o preço da gasolina subiu 29 vezes em 2010 e caiu 23, enquanto o do gasóleo subiu 34 e caiu 18.
Na newsletter a AdC ressalva que «o número de subidas e descidas, embora diferente, não significa só por si que as variações dos PMAI em Portugal sejam mais gravosas do que noutros países».
Outro ponto analisado pela AdC foi o ajustamento do preço à saída das refinarias em Portugal (todas detidas pelo grupo Galp Energia) com as cotações do Platts.
«O ajustamento dos preços ex-refinaria aos Platts processou-se sem assimetrias em 2010. O ajustamento reflete a regra de indexação dos preços nacionais ex-refinaria à média semanal da semana anterior dos preços Platts NWE CIF, pelo que o número de subidas e descidas foi o mesmo e os montantes de ajustamento foram praticamente iguais», conclui a AdC.
Os preços Platts NWE CIF [Roterdão, Holanda] facultam os preços internacionais dos combustíveis líquidos relevantes para Portugal e parte norte da Europa e incluem o custo da mercadoria, o seguro e o frete de transporte.
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera na sua mais recente newsletter, citada pela Lusa, que «o ajustamento dos preços médios antes de impostos (PMAI) aos Platts [cotações internacionais de referência] processou-se sem assimetrias significativas em 2010 e de forma semelhante ao que se verificou em Espanha e na média da UE27».
Assim, «o número de subidas e descidas [do preço] em Portugal ficou muito próximo da média europeia», mas o número de subidas de preço em Portugal foi superior aos das médias semanais dos Platts e de Espanha e o número de descidas de preço foi inferior.
«Não obstante, as subidas acumuladas dos PMAI em Portugal foram mais baixas do que em Espanha e na média da UE27», acrescenta o regulador.
Enquanto as cotações Platts da gasolina subiram 27 vezes e caíram 25, em Portugal o preço subiu 35 vezes e desceu 17.
No gasóleo, as cotações do Platts subiram 30 vezes e caíram 22, enquanto em Portugal subiram 35 vezes e caíram 17.
Em Espanha, o preço da gasolina subiu 29 vezes em 2010 e caiu 23, enquanto o do gasóleo subiu 34 e caiu 18.
Na newsletter a AdC ressalva que «o número de subidas e descidas, embora diferente, não significa só por si que as variações dos PMAI em Portugal sejam mais gravosas do que noutros países».
Outro ponto analisado pela AdC foi o ajustamento do preço à saída das refinarias em Portugal (todas detidas pelo grupo Galp Energia) com as cotações do Platts.
«O ajustamento dos preços ex-refinaria aos Platts processou-se sem assimetrias em 2010. O ajustamento reflete a regra de indexação dos preços nacionais ex-refinaria à média semanal da semana anterior dos preços Platts NWE CIF, pelo que o número de subidas e descidas foi o mesmo e os montantes de ajustamento foram praticamente iguais», conclui a AdC.
Os preços Platts NWE CIF [Roterdão, Holanda] facultam os preços internacionais dos combustíveis líquidos relevantes para Portugal e parte norte da Europa e incluem o custo da mercadoria, o seguro e o frete de transporte.
segunda-feira, 28 de março de 2011
iPad 2 esgotou em menos de meia hora
O iPad 2 chegou e esgotou. Menos de meia hora foi o suficiente para o novo aparelho - que começou a ser vendido na sexta-feira em Portugal - convencer os portugueses. E nem os preços em tempos de crise - entre os 479 e os 799 euros - fizeram os clientes arredar pé. À porta das lojas Fnac foram às centenas os que tentaram a sua sorte.
«Bastaram apenas alguns minutos, menos de meia hora, para o nosso stock esgotar. Tínhamos muitos pedidos e havia muita expectativa em relação ao iPad 2. As pessoas queriam ver, tocar e sobretudo experimentar este novo tablet», disse o responsável da secção de informática da Fnac do Cascaishopping, Rui Magalhães à Agência Financeira.
Mesmo ao final do dia, as pessoas continuavam a aparecer. «Muitos queriam comprar por ser novidade, outros tinham um ou outro interesse específico mas havia pouco stock para tantos pedidos». Ainda assim, revela o responsável da Fnac, «amaioria das pessoas saiu da loja satisfeita» com o seu «novo brinquedo».
Os que não tiveram tanta sorte vão ter de esperar mais algum tempo, já que não há previsão quanto à reposição do aparelho, que foi lançado simultaneamente em mais 24 países na Europa, Ásia e Oceânia.
Nos EUA, a segunda versão do tablet também já esgotou, algo que os especialistas acreditam que vá acontecer rapidamente no resto do mundo.
O que muda?
O novo dispositivo da Apple é 33% mais fino e até duas vezes mais rápido do que o original. É dotado de duas câmaras - uma frontal e outra nas costas do aparelho - que dão suporte à videochamada e à captura de vídeos em HD.
Na segunda geração, o tablet passa dos 13,4 milímetros de espessura para os 8,8 milímetros e torna-se mais potente, com um processador de dois núcleos A5.
Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, àaplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Os preços começam nos 479 euros para a versão de 16 GB sem conectividade 3G. Nos modelos de 32 GB e 64 GB os valores sobem para os 579 euros e 679 euros, respectivamente. Com conectividade Wi-Fi juntamente com a ligação móvel de terceira geração passa para os 599 euros (16 GB) e os 799 euros (64 GB).
Vem em duas cores - branco e preto - e tem dez horas de autonomia. Como opção, pode vir equipado com a designada «smart cover», uma capa que serve de suporte ao aparelho.
«Bastaram apenas alguns minutos, menos de meia hora, para o nosso stock esgotar. Tínhamos muitos pedidos e havia muita expectativa em relação ao iPad 2. As pessoas queriam ver, tocar e sobretudo experimentar este novo tablet», disse o responsável da secção de informática da Fnac do Cascaishopping, Rui Magalhães à Agência Financeira.
Mesmo ao final do dia, as pessoas continuavam a aparecer. «Muitos queriam comprar por ser novidade, outros tinham um ou outro interesse específico mas havia pouco stock para tantos pedidos». Ainda assim, revela o responsável da Fnac, «amaioria das pessoas saiu da loja satisfeita» com o seu «novo brinquedo».
Os que não tiveram tanta sorte vão ter de esperar mais algum tempo, já que não há previsão quanto à reposição do aparelho, que foi lançado simultaneamente em mais 24 países na Europa, Ásia e Oceânia.
Nos EUA, a segunda versão do tablet também já esgotou, algo que os especialistas acreditam que vá acontecer rapidamente no resto do mundo.
O que muda?
O novo dispositivo da Apple é 33% mais fino e até duas vezes mais rápido do que o original. É dotado de duas câmaras - uma frontal e outra nas costas do aparelho - que dão suporte à videochamada e à captura de vídeos em HD.
Na segunda geração, o tablet passa dos 13,4 milímetros de espessura para os 8,8 milímetros e torna-se mais potente, com um processador de dois núcleos A5.
Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, àaplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Os preços começam nos 479 euros para a versão de 16 GB sem conectividade 3G. Nos modelos de 32 GB e 64 GB os valores sobem para os 579 euros e 679 euros, respectivamente. Com conectividade Wi-Fi juntamente com a ligação móvel de terceira geração passa para os 599 euros (16 GB) e os 799 euros (64 GB).
Vem em duas cores - branco e preto - e tem dez horas de autonomia. Como opção, pode vir equipado com a designada «smart cover», uma capa que serve de suporte ao aparelho.
iPhone 5: Apple começa a levantar o véu
Já tem data marcada a próxima conferência mundial de criadores da Apple (WWDC na sigla do inglês). A empresa do iPad e do iPhone tem usado este encontro para revelar as grandes novidades de cada ano e o próximo vai decorrer de 6 a 10 de Junho em São Francisco, EUA.
Para já, a empresa da maçã promete revelar o futuro do iOS e Mac OS no evento. No ano passado, foi aqui que se ficou a conhecer o iPhone 4 e, por isso, muitos têm a expectativa de ter aqui um primeiro vislumbre do iPhone 5, escreve a «VentureBeat».
Para a publicação, este pode ser também um sinal de que a Apple vai, na verdade, adiar a apresentação do software da nova versão do iPhone, o iOS 5.0, até ao Outono, já que, normalmente, a Apple costuma agendar um encontro prévio sobre o iOS no início da Primavera, e este ano não o fez.
Além das revelações incluindo o iOS e o iPhone, o WWDC 2011 contará ainda com mais de 100 sessões técnicas para ajudar os programadores a tirar o maior partido das plataformas da Apple. O encontro conta também com os prémios anuais de design para as aplicações de iPhone, iPad, e Mac OSX.
Para já, a empresa da maçã promete revelar o futuro do iOS e Mac OS no evento. No ano passado, foi aqui que se ficou a conhecer o iPhone 4 e, por isso, muitos têm a expectativa de ter aqui um primeiro vislumbre do iPhone 5, escreve a «VentureBeat».
Para a publicação, este pode ser também um sinal de que a Apple vai, na verdade, adiar a apresentação do software da nova versão do iPhone, o iOS 5.0, até ao Outono, já que, normalmente, a Apple costuma agendar um encontro prévio sobre o iOS no início da Primavera, e este ano não o fez.
Além das revelações incluindo o iOS e o iPhone, o WWDC 2011 contará ainda com mais de 100 sessões técnicas para ajudar os programadores a tirar o maior partido das plataformas da Apple. O encontro conta também com os prémios anuais de design para as aplicações de iPhone, iPad, e Mac OSX.
Taxas Euribor renovam máximos
As taxas Euribor continuam esta segunda-feira a subir em todos os prazos e a renovar máximos de 2009, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe para 1,521 por cento, renovando máximos de 2009.
A Euribor a três meses cresce 0,006 pontos para 1,210 por cento, um novo máximo, enquanto a taxa a 12 meses avança para 1,971 por cento.
As Euribor que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe para 1,521 por cento, renovando máximos de 2009.
A Euribor a três meses cresce 0,006 pontos para 1,210 por cento, um novo máximo, enquanto a taxa a 12 meses avança para 1,971 por cento.
As Euribor que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
Gasolina está 2,5 cêntimos mais cara
As cotações da gasolina 85 nos mercados internacionais subiram na semana passada e, como era esperado, o preço deste combustível aumentou neste arranque de semana, com actualizações até 2,5 cêntimos por litro.
A escalada é de 2,5 cêntimos nas bombas da Galp, para um preço médio de 1,584 euros. Esta é, de resto, a mais cara das quatro marcas principais, segundo a Lusa. Na Cepsa, a gasolina subiu 2 cêntimos para 1,579 euros por litro.
Os novos preços reflectem assim um acréscimo da cotação da tonelada métrica deste produto refinado nos mercados internacionais na semana passada.
A média das cotações de gasolina 95 refinada no norte da Europa foi de 687,8 euros por cada tonelada métrica (dados da Bloomberg), um aumento de 17 euros face aos 670,81 euros de média na semana de 14 a 18 de Março.
BP e Repsol não mexem... por agora
A BP e a Repsol deixaram por enquanto os seus preços inalterados, o que não quer dizer que não reflictam o aumento nas cotações que servem de base à Galp, a única empresa que refina em Portugal, ainda durante esta semana.
A média nacional do preço da gasolina 95 foi de 1,551 euros na semana passada, abaixo dos 1,558 euros da média da semana anterior. Desde o mês de Novembro que o litro de gasolina está em média quase 19 cêntimos mais caro.
Gasóleo escapa excepto na Cepsa
Já no preço do gasóleo, só a Cepsa subiu meio cêntimo em cada litro, para um valor de referência de 1,439 euros. O diesel, o combustível rodoviário mais usado em Portugal, manteve-se inalterado para já na Galp, BP e Repsol, já que a cotação média do gasóleo esta semana foi de 706,9 euros, quase igual aos 706,4 euros por tonelada métrica da semana passada.
O preço médio de cada litro chegou na semana passada aos 1,403 euros em portugal, abaixo dos 1,406 de média da semana anterior e ainda quase dois cêntimos abaixo dos máximos históricos de 1,428 de 11 de Julho de 2008.
A escalada é de 2,5 cêntimos nas bombas da Galp, para um preço médio de 1,584 euros. Esta é, de resto, a mais cara das quatro marcas principais, segundo a Lusa. Na Cepsa, a gasolina subiu 2 cêntimos para 1,579 euros por litro.
Os novos preços reflectem assim um acréscimo da cotação da tonelada métrica deste produto refinado nos mercados internacionais na semana passada.
A média das cotações de gasolina 95 refinada no norte da Europa foi de 687,8 euros por cada tonelada métrica (dados da Bloomberg), um aumento de 17 euros face aos 670,81 euros de média na semana de 14 a 18 de Março.
BP e Repsol não mexem... por agora
A BP e a Repsol deixaram por enquanto os seus preços inalterados, o que não quer dizer que não reflictam o aumento nas cotações que servem de base à Galp, a única empresa que refina em Portugal, ainda durante esta semana.
A média nacional do preço da gasolina 95 foi de 1,551 euros na semana passada, abaixo dos 1,558 euros da média da semana anterior. Desde o mês de Novembro que o litro de gasolina está em média quase 19 cêntimos mais caro.
Gasóleo escapa excepto na Cepsa
Já no preço do gasóleo, só a Cepsa subiu meio cêntimo em cada litro, para um valor de referência de 1,439 euros. O diesel, o combustível rodoviário mais usado em Portugal, manteve-se inalterado para já na Galp, BP e Repsol, já que a cotação média do gasóleo esta semana foi de 706,9 euros, quase igual aos 706,4 euros por tonelada métrica da semana passada.
O preço médio de cada litro chegou na semana passada aos 1,403 euros em portugal, abaixo dos 1,406 de média da semana anterior e ainda quase dois cêntimos abaixo dos máximos históricos de 1,428 de 11 de Julho de 2008.
Valor médio da avaliação bancária cai 2,8%
A avaliação bancária de apartamentos e moradias caiu 2,8 por cento no mês de Fevereiro em termos homólogos, mas aumentou 0,5 por cento face a Janeiro, fixando-se em 1.139 euros por metro quadrado, mostra o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à avaliação bancária na habitação, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, destaca que face ao mesmo período de 2010, o valor médio das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto caiu 3,2 por cento e 4,8 por cento respectivamente.
Os decréscimos mais acentuados verificaram-se na região de Lisboa (-3,2 por cento) e a do Norte e Centro (ambas com uma queda de 2,8 por cento), tendo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira sido as únicas a registar uma variação positiva.
O INE refere ainda que em Fevereiro a área metropolitana de Lisboa apresentou uma redução de 0,1 por cento face a Janeiro, enquanto na do Porto se registou um aumento de 0,8 por cento.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária subiu 0,3 por cento em Fevereiro, face a Janeiro, situando-se nos 1.203 euros por metros quadrados, tendo as variações em cadeia sido positivas na maioria das regiões, excepto nas de Lisboa (-0,5 por cento), do Alentejo (-0,8 por cento) e do Algarve (-0,3 por cento).
Já em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos desceu 3,9 por cento, destacando-se a região Norte pelo decréscimo homólogo mais intenso (-5,0 por cento) e a região autónoma dos Açores com a variação mais elevada (9,2 por cento).
Nas moradias, a avaliação bancária fixou-se nos 1.034 euros por metro quadrado, ou seja, uma subida de 0,8 por cento face a Janeiro e um aumento de 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2010.
O Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à avaliação bancária na habitação, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, destaca que face ao mesmo período de 2010, o valor médio das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto caiu 3,2 por cento e 4,8 por cento respectivamente.
Os decréscimos mais acentuados verificaram-se na região de Lisboa (-3,2 por cento) e a do Norte e Centro (ambas com uma queda de 2,8 por cento), tendo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira sido as únicas a registar uma variação positiva.
O INE refere ainda que em Fevereiro a área metropolitana de Lisboa apresentou uma redução de 0,1 por cento face a Janeiro, enquanto na do Porto se registou um aumento de 0,8 por cento.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária subiu 0,3 por cento em Fevereiro, face a Janeiro, situando-se nos 1.203 euros por metros quadrados, tendo as variações em cadeia sido positivas na maioria das regiões, excepto nas de Lisboa (-0,5 por cento), do Alentejo (-0,8 por cento) e do Algarve (-0,3 por cento).
Já em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos desceu 3,9 por cento, destacando-se a região Norte pelo decréscimo homólogo mais intenso (-5,0 por cento) e a região autónoma dos Açores com a variação mais elevada (9,2 por cento).
Nas moradias, a avaliação bancária fixou-se nos 1.034 euros por metro quadrado, ou seja, uma subida de 0,8 por cento face a Janeiro e um aumento de 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2010.
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Restauração recua na taxa por pagamento com cartão
A ideia inicial era alterar a lei para passar a taxar o uso de cartões bancários no pagamento de refeições. Mas o presidente da Associação portuguesa de Hotelaria e Restauração (AHRESP) esclareceu esta segunda-feira que o uso dos cartões de débito e de crédito não vai ser cobrado aos clientes, embora tenha defendido taxas mais baratas para as empresas.
As declarações de Mário Pereira Gonçalves surgem depois de o secretário-geral da associação, José Manuel Esteves, ter dito à TSF que esta era uma das propostas que seria discutida nas jornadas da AHRESP, entre hoje e quarta-feira, para contornar o «custo pesadíssimo» do uso do multibanco.
O «equívoco»
O presidente da AHRESP disse à Lusa que «os empresários não querem passar estes custos para os clientes» e que se tratou de «um equívoco».
O que a associação pretende é que as taxas que lhes são cobradas «sejam iguais às de outros países. São 100% superiores às de Espanha», exemplificou, escusando-se a apontar um valor concreto, pois estes pagamentos dependem das entidades que gerem os cartões e do volume de negócios das empresas.
Mário Pereira Gonçalves considera fundamental diminuir os custos de contexto nas empresas deste sector e propõe, por exemplo, o fim da obrigatoriedade das embalagens individuais de açúcar e manteiga e a extinção das taxas de ocupação da via pública.
«Antes, havia açucareiros, agora somos obrigados a ter tudo embalado. Isso obriga-nos a pagar tudo mais caro, quando queremos é reduzir os custos de contexto».
O presidente da AHRESP defende também o fim das taxas cobradas pelas autarquias pela ocupação da via pública (esplanadas e toldos) e das taxas relativas à afixação de publicidade, além de legislação simplificada na área da higiene e saúde no trabalho.
«A segurança social obriga-nos a comunicar a admissão de cada trabalhador antes de começarem a trabalhar. Mas este é um sector com grande rotatividade, e às vezes nem sequer aparecem». «Se quiser ter tudo em ordem, um empresário hoje não faz mais nada». Daí que este responsável apela ao fim destes «custos de contexto e de tempo».
Entre as «medidas de choque» que a AHRESP quer discutir com os associados, divulgadas na página da Internet, incluem-se ainda a suspensão da certificação energética e a medição da qualidade do ar, paridade do IVA com Espanha, combate à evasão e fraude fiscal, geradoras de concorrência desleal, tarifário elétrico especial na baixa tensão, eliminação das instalações sanitárias públicas e aumento dos preços de venda.
A cobrança aos clientes das taxas dos pagamentos efectuados com meios eletrónicos (cartões de crédito e de débito) estava também incluída nas medidas a debater com os empresários da hotelaria e restauração para minimizar os custos de contexto.
As declarações de Mário Pereira Gonçalves surgem depois de o secretário-geral da associação, José Manuel Esteves, ter dito à TSF que esta era uma das propostas que seria discutida nas jornadas da AHRESP, entre hoje e quarta-feira, para contornar o «custo pesadíssimo» do uso do multibanco.
O «equívoco»
O presidente da AHRESP disse à Lusa que «os empresários não querem passar estes custos para os clientes» e que se tratou de «um equívoco».
O que a associação pretende é que as taxas que lhes são cobradas «sejam iguais às de outros países. São 100% superiores às de Espanha», exemplificou, escusando-se a apontar um valor concreto, pois estes pagamentos dependem das entidades que gerem os cartões e do volume de negócios das empresas.
Mário Pereira Gonçalves considera fundamental diminuir os custos de contexto nas empresas deste sector e propõe, por exemplo, o fim da obrigatoriedade das embalagens individuais de açúcar e manteiga e a extinção das taxas de ocupação da via pública.
«Antes, havia açucareiros, agora somos obrigados a ter tudo embalado. Isso obriga-nos a pagar tudo mais caro, quando queremos é reduzir os custos de contexto».
O presidente da AHRESP defende também o fim das taxas cobradas pelas autarquias pela ocupação da via pública (esplanadas e toldos) e das taxas relativas à afixação de publicidade, além de legislação simplificada na área da higiene e saúde no trabalho.
«A segurança social obriga-nos a comunicar a admissão de cada trabalhador antes de começarem a trabalhar. Mas este é um sector com grande rotatividade, e às vezes nem sequer aparecem». «Se quiser ter tudo em ordem, um empresário hoje não faz mais nada». Daí que este responsável apela ao fim destes «custos de contexto e de tempo».
Entre as «medidas de choque» que a AHRESP quer discutir com os associados, divulgadas na página da Internet, incluem-se ainda a suspensão da certificação energética e a medição da qualidade do ar, paridade do IVA com Espanha, combate à evasão e fraude fiscal, geradoras de concorrência desleal, tarifário elétrico especial na baixa tensão, eliminação das instalações sanitárias públicas e aumento dos preços de venda.
A cobrança aos clientes das taxas dos pagamentos efectuados com meios eletrónicos (cartões de crédito e de débito) estava também incluída nas medidas a debater com os empresários da hotelaria e restauração para minimizar os custos de contexto.
Bruxelas quer acabar com carros a gasolina até 2050
A Comissão Europeia propôs esta segunda-feira acabar até 2050 com os veículos convencionais a gasolina e a gasóleo nas cidades. O objectivo é tornar o sector dos transportes mais competitivo e menos poluente.
«Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência e comprometer a mobilidade», disse o comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, citado pela Lusa, ao apresentar uma nova estratégia da CE para 2050.
Bruxelas marcou ainda como objectivo para as próximas quatro décadas reduzir em 40 por cento as emissões do transporte marítimo, conseguir em 40 por cento do combustível usado na aviação tenhas níveis baixos de dióxido de carbono assim como conseguir que metade das viagens de media distancia passem a ser feitas por transporte ferroviário em vez do rodoviário.
A Comissão Europeia recomendou assim os Estados membros a encontrar 1.500 milhões de euros para investir até 2050 para financiar a infra-estruturas de transportes e veículos do futuro.
«É um documento com visão. Não tem força de lei», reconheceu Siim Kallas adiantando, contudo que «será seguido por acções».
A área dos Transportes é o pesadelo do comissário para o Clima, Connie Hedegaard, porque as emissões de CO2 provenientes deste sector estão a subir de forma consistente (23,6 por cento em 2008).
França, Itália, Espanha e Alemanha representam 76 por cento das emissões dos transportes na UE.
«Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência e comprometer a mobilidade», disse o comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, citado pela Lusa, ao apresentar uma nova estratégia da CE para 2050.
Bruxelas marcou ainda como objectivo para as próximas quatro décadas reduzir em 40 por cento as emissões do transporte marítimo, conseguir em 40 por cento do combustível usado na aviação tenhas níveis baixos de dióxido de carbono assim como conseguir que metade das viagens de media distancia passem a ser feitas por transporte ferroviário em vez do rodoviário.
A Comissão Europeia recomendou assim os Estados membros a encontrar 1.500 milhões de euros para investir até 2050 para financiar a infra-estruturas de transportes e veículos do futuro.
«É um documento com visão. Não tem força de lei», reconheceu Siim Kallas adiantando, contudo que «será seguido por acções».
A área dos Transportes é o pesadelo do comissário para o Clima, Connie Hedegaard, porque as emissões de CO2 provenientes deste sector estão a subir de forma consistente (23,6 por cento em 2008).
França, Itália, Espanha e Alemanha representam 76 por cento das emissões dos transportes na UE.
Líbia, Japão e dívida europeia enervam petróleo
Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais neste arranque de semana, com os conflitos na Líbia, a crise nuclear no Japão e a falta de soluções em torno da dívida europeia a deprimirem os investidores.
Em Londres, o Brent está a ser penalizado pelo nervosismo que paira sobre a Europa, com a crise da dívida ainda por resolver, recuando 0,5% para os 115,01 dólares por barril. Embora preocupe os mercados, este problema de solução adiada está a ser ofuscado pelos conflitos na Líbia e no Médio Oriente.
Em Nova Iorque, cresce a especulação de que o Japão vai atrasar a reconstrução do país por causa da crise nuclear.
Para além disso, os investidores acusam nervosismo quanto à crise da dívida europeia e também em relação à instabilidade na Líbia. Cada barril de crude está a desvalorizar 0,63%, valendo a esta hora 104,71 dólares.
Em Londres, o Brent está a ser penalizado pelo nervosismo que paira sobre a Europa, com a crise da dívida ainda por resolver, recuando 0,5% para os 115,01 dólares por barril. Embora preocupe os mercados, este problema de solução adiada está a ser ofuscado pelos conflitos na Líbia e no Médio Oriente.
Em Nova Iorque, cresce a especulação de que o Japão vai atrasar a reconstrução do país por causa da crise nuclear.
Para além disso, os investidores acusam nervosismo quanto à crise da dívida europeia e também em relação à instabilidade na Líbia. Cada barril de crude está a desvalorizar 0,63%, valendo a esta hora 104,71 dólares.
Euro acima dos 1,40 dólares
A valorização do euro está esta manhã bastante tímida, com a perda de confiança depois da derrota da coligação liderada por Angela Merkel nas eleições regionais da Alemanha.
A maior economia europeia tem sempre muita influência nas negociações da moeda única e esta derrota eleitoral faz temer sobre as perspectivas políticas para o país. Ainda assim, o euro avança uns ligeiros 0,16% para os 1,4068 dólares.
Nota ainda para o iene: a moeda japonesa está a recuar face à maioria das moedas, uma vez que os sinais de uma recuperação economia à escala global estão a ganhar força - nos EUA há, por exemplo, a previsão de que os gastos dos consumidores tenham aumentado - e acabam por impulsionar o apetite dos investidores por outros activos de maior rendimento.
A maior economia europeia tem sempre muita influência nas negociações da moeda única e esta derrota eleitoral faz temer sobre as perspectivas políticas para o país. Ainda assim, o euro avança uns ligeiros 0,16% para os 1,4068 dólares.
Nota ainda para o iene: a moeda japonesa está a recuar face à maioria das moedas, uma vez que os sinais de uma recuperação economia à escala global estão a ganhar força - nos EUA há, por exemplo, a previsão de que os gastos dos consumidores tenham aumentado - e acabam por impulsionar o apetite dos investidores por outros activos de maior rendimento.
Pesos pesados ditam fecho negativo da bolsa
A bolsa de Lisboa encerrou esta segunda-feira em queda. O PSI20 caiu 0,31% para 7.829,60 pontos, com os pesos pesados em baixa e a pressionar a praça.
A banca esteve entre as maiores descidas, penalizada pelos sucessivos recordes dos juros da dívida pública que, no prazo a cinco anos, estão já acima dos 8,8%. O BPI foi o que liderou as descidas, recuando 2,23% para 1,27 euros, mas o BCP também perdeu 1,46% para 61 cêntimos e o Banif deslizou 0,83% para 84 cêntimos. Só o BES escapou, subindo 0,59% para 3,09 euros.
Os três maiores bancos do PSI20 foram ainda alvo de um corte de rating esta manhã, pela agência S&P, que tinha já reduzido a avaliação da dívida da República na passada semana. A agência não afasta a possibilidade de proceder a novo corte, ainda esta semana.
No vermelho fecharam ainda as acções da Jerónimo Martins, que caíram 1,83% para 11,29 euros.
Nas telecomunicações, também predominou o pessimismo, apesar de o sector na Europa ter andado animado. O Goldman Sachs elevou a recomendação das acções da Nokia para comprar, o que teve reflexo nos títulos das comunicações. No entanto, em Portugal, os principais títulos não acompanharam o optimismo: a PT caiu 0,73% para 8,18 euros e a Sonaecom desceu 0,47% para 1,47 euros. Só a Zon avançou 1,58% para 3,66 euros.
Na energia, as empresas de maior peso também cederam terreno: a EDP caiu 0,26% para 2,73 euros e a Galp recuou 0,33% para 15,15 euros. A EDP Renováveis é que continua a beneficiar da preferência dos investidores pelas energias limpas, depois do acidente na central nuclear japonesa de Fukushima: as suas acções cresceram 2,98% para 5,18 euros.
No resto da Europa, nota negativa também para a praça alemã, onde o DAX caiu 0,11%. No entanto, a maioria das praças decidiu-se antes pelo verde: o FTSE inglês aumentou 0,06%, o MIB italiano 0,11%, o CAC francês 0,12% e o IBEX espanhol 0,38%.
Do outro lado do Atlântico, os mercados norte-americanos estrearam-se no verde, graças ao crescimento acima do esperado dos gastos dos consumidores em Fevereiro. O Nasdaq sobe 0,18% e o Dow Jones 0,23%.
A banca esteve entre as maiores descidas, penalizada pelos sucessivos recordes dos juros da dívida pública que, no prazo a cinco anos, estão já acima dos 8,8%. O BPI foi o que liderou as descidas, recuando 2,23% para 1,27 euros, mas o BCP também perdeu 1,46% para 61 cêntimos e o Banif deslizou 0,83% para 84 cêntimos. Só o BES escapou, subindo 0,59% para 3,09 euros.
Os três maiores bancos do PSI20 foram ainda alvo de um corte de rating esta manhã, pela agência S&P, que tinha já reduzido a avaliação da dívida da República na passada semana. A agência não afasta a possibilidade de proceder a novo corte, ainda esta semana.
No vermelho fecharam ainda as acções da Jerónimo Martins, que caíram 1,83% para 11,29 euros.
Nas telecomunicações, também predominou o pessimismo, apesar de o sector na Europa ter andado animado. O Goldman Sachs elevou a recomendação das acções da Nokia para comprar, o que teve reflexo nos títulos das comunicações. No entanto, em Portugal, os principais títulos não acompanharam o optimismo: a PT caiu 0,73% para 8,18 euros e a Sonaecom desceu 0,47% para 1,47 euros. Só a Zon avançou 1,58% para 3,66 euros.
Na energia, as empresas de maior peso também cederam terreno: a EDP caiu 0,26% para 2,73 euros e a Galp recuou 0,33% para 15,15 euros. A EDP Renováveis é que continua a beneficiar da preferência dos investidores pelas energias limpas, depois do acidente na central nuclear japonesa de Fukushima: as suas acções cresceram 2,98% para 5,18 euros.
No resto da Europa, nota negativa também para a praça alemã, onde o DAX caiu 0,11%. No entanto, a maioria das praças decidiu-se antes pelo verde: o FTSE inglês aumentou 0,06%, o MIB italiano 0,11%, o CAC francês 0,12% e o IBEX espanhol 0,38%.
Do outro lado do Atlântico, os mercados norte-americanos estrearam-se no verde, graças ao crescimento acima do esperado dos gastos dos consumidores em Fevereiro. O Nasdaq sobe 0,18% e o Dow Jones 0,23%.
Dívida pública: negociação dispara 150%
A negociação de dívida pública disparou em Fevereiro. De acordo com dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o valor das ordens sobre títulos da dívida pública cresceu 149% em Fevereiro para 1,8 mil milhões de euros. Mais de dois terços do montante negociado dizem respeito a ordens de residentes.
A subida do valor contraria a tendência registada pelo número de ordens, que até recuou 8%.
Apesar do forte crescimento, os títulos de dívida pública continuam a representar apenas 23% do valor total das ordens sobre instrumentos financeiros e apenas 0,2% do número de ordens.
A subida do valor contraria a tendência registada pelo número de ordens, que até recuou 8%.
Apesar do forte crescimento, os títulos de dívida pública continuam a representar apenas 23% do valor total das ordens sobre instrumentos financeiros e apenas 0,2% do número de ordens.
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Economia e Finanças
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PSI20 fechou a perder 0,31% para 7.829,60 pontos
O índice PSI20 encerrou a sessão desta segunda-feira a perder 0,31 por cento para 7.829,60 pontos, com o BPI, o BCP e a Portugal Telecom (PT) a pressionarem.
Na Europa, a tendência foi maioritariamente de ganhos. Só Lisboa e Frankfurt contrariaram.
Na Europa, a tendência foi maioritariamente de ganhos. Só Lisboa e Frankfurt contrariaram.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Meo: clientes podem ter 17 canais de televisão no PC
Os clientes do MEO, serviço de televisão por subscrição da PT, têm, a partir desta sexta-feira, acesso a 17 canais em directo no computador, incluindo a RTP, SIC e TVI, informou a empresa.
«A pensar no segmento jovem vamos levar a experiência que damos na televisão ao PC. Os nossos clientes, sobretudo do segmento dos 15 aos 24 anos, vão poder, nas suas casas, usar no seu PC não só o video-on-demand mas também 17 canais de televisão», disse o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, na apresentação do novo serviço.
Bava adiantou que esta «é uma experiência que se quer cada vez mais multi-ecran», lembrando que o Meo tinha, no final do ano passado, uma quota de mercado de 30%, mais de 830 mil clientes.
«O Meo já atingiu massa crítica o que nos permite ser ainda mais audazes», frisou citado pela Lusa.
A operadora salientou também que o Meo «é mais do que televisão, é música e jogos e cada vez mais multi-plataforma».
Em comunicado, o Meo acrescenta que a disponibilização de canais de televisão no computador «vem complementar a oferta de conteúdos e aplicações multi-plataforma, adaptadas a uma utilização no telemóvel, computador e televisão, permitindo uma experiência uniforme qualquer que seja o equipamento que se está a utilizar».
Para aceder aos canais (RTP1, RTP2, SIC, TVI, RVI24, ETV, Disney, Panda, Hollywood, Benfica TV, Fuel TV, Trace TV, Food Network, The Poker Channel, Odisseia, História, Travel Channel, Trailers Meo VideoClube) é necessário ter uma ligação de banda larga à Internet.
O Meo online está disponível de forma gratuita até 30 de Abril, para todos os clientes Meo ADSL, Fibra e Satélite.
«A pensar no segmento jovem vamos levar a experiência que damos na televisão ao PC. Os nossos clientes, sobretudo do segmento dos 15 aos 24 anos, vão poder, nas suas casas, usar no seu PC não só o video-on-demand mas também 17 canais de televisão», disse o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, na apresentação do novo serviço.
Bava adiantou que esta «é uma experiência que se quer cada vez mais multi-ecran», lembrando que o Meo tinha, no final do ano passado, uma quota de mercado de 30%, mais de 830 mil clientes.
«O Meo já atingiu massa crítica o que nos permite ser ainda mais audazes», frisou citado pela Lusa.
A operadora salientou também que o Meo «é mais do que televisão, é música e jogos e cada vez mais multi-plataforma».
Em comunicado, o Meo acrescenta que a disponibilização de canais de televisão no computador «vem complementar a oferta de conteúdos e aplicações multi-plataforma, adaptadas a uma utilização no telemóvel, computador e televisão, permitindo uma experiência uniforme qualquer que seja o equipamento que se está a utilizar».
Para aceder aos canais (RTP1, RTP2, SIC, TVI, RVI24, ETV, Disney, Panda, Hollywood, Benfica TV, Fuel TV, Trace TV, Food Network, The Poker Channel, Odisseia, História, Travel Channel, Trailers Meo VideoClube) é necessário ter uma ligação de banda larga à Internet.
O Meo online está disponível de forma gratuita até 30 de Abril, para todos os clientes Meo ADSL, Fibra e Satélite.
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Curiosidades
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É hoje que o iPad 2 chega a Portugal
Chegou a hora de os fãs da tecnologia da Apple correrem às lojas: o novo tablets iPad 2 começa a ser vendido esta sexta-feira em Portugal nos revendedores autorizados e apenas duas semanas depois de ter sido colocado à venda nos EUA.
O dispositivo também já pode ser adquirido na Internet, através da página portuguesa da empresa de Steve Jobs.
Portugal é, de resto, um dos 25 países que hoje podem conhecer de perto o tablet que já esgotou em território norte-americano.
O novo dispositivo é dotado de duas câmaras, tem um novo processador e é mais leve do que a primeira versão. Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, à aplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Como habitual, a Apple não aposta em significativas operações de marketing e publicidade para mostrar o produto, que por si só já gera atenção mediática e interesse dos curiosos suficiente, nota a Lusa.
O mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer: Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das marcas que em breve colocarão no mercado diversos aparelhos do género.
Os tablets são dispositivos semelhantes a um pequenos computadores de ecrã táctil que permitem ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder a conteúdos multimédia.
O dispositivo também já pode ser adquirido na Internet, através da página portuguesa da empresa de Steve Jobs.
Portugal é, de resto, um dos 25 países que hoje podem conhecer de perto o tablet que já esgotou em território norte-americano.
O novo dispositivo é dotado de duas câmaras, tem um novo processador e é mais leve do que a primeira versão. Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, à aplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Como habitual, a Apple não aposta em significativas operações de marketing e publicidade para mostrar o produto, que por si só já gera atenção mediática e interesse dos curiosos suficiente, nota a Lusa.
O mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer: Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das marcas que em breve colocarão no mercado diversos aparelhos do género.
Os tablets são dispositivos semelhantes a um pequenos computadores de ecrã táctil que permitem ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder a conteúdos multimédia.
Leilão de carros clássicos: de 2 a 60 mil euros
Está a chegar a 7ª Edição do Salão Motorclássico na Feira Internacional de Lisboa (FIL), nos próximos dias 8, 9 e 10 de Abril. Este ano o Salão tem uma novidade: o I Leilão de Veículos Clássicos & Automobília.
«Enquadrado no maior evento de automóveis clássicos, este é o primeiro leilão do género que se realiza em Portugal», refere a organização em comunicado.
O leilão, organizado em parceria com a leiloeira Aqueduto, decorre no dia 9 de Abril, a partir das 17 horas e reúne 289 produtos de automobília.
As peças a leilão têm origem em coleccionadores privados, e «há peças para todos os preços e gostos». Salvador Patrício Gouveia, da organização, afirma que «este leilão é uma excelente oportunidade de negócio tanto para coleccionadores, como para investidores».
Adianta ainda que «alguns produtos podem atingir uma valorização de 15% ao ano. Comprar um automóvel clássico é hoje um investimento seguro. Não só não se desvalorizam, como mesmo valorizando a um ritmo mais lento, a mais-valia no momento da venda é sempre superior à maioria dos investimentos financeiros».
A organização destaca alguns dos lotes que vão a leilão:
Automóveis Clássicos:
Renault Modelo 6 CV Torpedo, de 1927. Preço base: 12.000€
Morris Modelo Mini Cooper MKII, de 1969. Preço base: 6.500€
Porshe GT3 RS MKi MY 2033. Preço Base: 60.000€
BMW 2000, de 1968. Preço Base: 2.000€
BMW Modelo 3.16 de 1981. Preço Base: 3.500€
MG Midget, 1275 MK3, de 1971. Preço Base: 6.000€
Volkswagen 1303S, de 1972. Preço Base: 2.800€
Peças de automobília:
Bicicleta Ucal dos anos 80. Preço Base 80€
Placas de esmalte desde 30€
Par de Faróis desde 50€
Bomba de Gasóleo desde 180€
Volantes desde 50€
Carburadores desde 100€
Fatos de competição e botas desde 50€
«Enquadrado no maior evento de automóveis clássicos, este é o primeiro leilão do género que se realiza em Portugal», refere a organização em comunicado.
O leilão, organizado em parceria com a leiloeira Aqueduto, decorre no dia 9 de Abril, a partir das 17 horas e reúne 289 produtos de automobília.
As peças a leilão têm origem em coleccionadores privados, e «há peças para todos os preços e gostos». Salvador Patrício Gouveia, da organização, afirma que «este leilão é uma excelente oportunidade de negócio tanto para coleccionadores, como para investidores».
Adianta ainda que «alguns produtos podem atingir uma valorização de 15% ao ano. Comprar um automóvel clássico é hoje um investimento seguro. Não só não se desvalorizam, como mesmo valorizando a um ritmo mais lento, a mais-valia no momento da venda é sempre superior à maioria dos investimentos financeiros».
A organização destaca alguns dos lotes que vão a leilão:
Automóveis Clássicos:
Renault Modelo 6 CV Torpedo, de 1927. Preço base: 12.000€
Morris Modelo Mini Cooper MKII, de 1969. Preço base: 6.500€
Porshe GT3 RS MKi MY 2033. Preço Base: 60.000€
BMW 2000, de 1968. Preço Base: 2.000€
BMW Modelo 3.16 de 1981. Preço Base: 3.500€
MG Midget, 1275 MK3, de 1971. Preço Base: 6.000€
Volkswagen 1303S, de 1972. Preço Base: 2.800€
Peças de automobília:
Bicicleta Ucal dos anos 80. Preço Base 80€
Placas de esmalte desde 30€
Par de Faróis desde 50€
Bomba de Gasóleo desde 180€
Volantes desde 50€
Carburadores desde 100€
Fatos de competição e botas desde 50€
Cimeira: Portugal promete ser fiel a compromissos
O primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, prometeu esta quinta-feira na cimeira europeia em Bruxelas que o país «saberá estar à altura das suas responsabilidades e cumprirá os seus compromissos com a Europa», avança a Lusa, que cita fonte diplomática.
Sócrates reiterou a mensagem tantas vezes transmitida aos parceiros europeus, de que Portugal não precisa de ajuda internacional, tendo recebido em troca palavras de apoio do «amigo» primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero e de do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O ainda chefe do Governo foi aplaudido pelos parceiros europeus, um gesto habitual quando um dos membros do Conselho Europeu está de saída do cargo.
No final do primeiro dia de cimeira, os líderes europeus chegaram a acordo para um pacote alargado de medidas económicas, e o aumento do fundo de estabilização financeira (FEEF), que só terá conclusões em Junho, e o aumento da capacidade do mecanismo europeu de estabilidade.
Mas desta cimeira saem também avisos a Portugal, de que a queda do Governo não pode mudar o rumo da consolidação orçamental.
Vários responsáveis desdobraram-se em declarações para que isso fique bem claro aos partidos da oposição em Portugal.
A chanceler alemã, Ângela Merkel, que disse esta manhã estargrata a José Sócrates, reiterou que os compromissos assumidos devem ser mantidos. Numa reunião com o líder do PSD, Passos Coelho, a alemã deixou ainda claro que «lamenta» o chumbo do PEC 4 no Parlamento. Também para o social-democrata foi outro recado deixado por Nicolas Sarkozy: o francês afirmou que «os partidos da oposição em Portugal não podem pensar que as condições de austeridade defendias por Bruxelas vão ser alteradas».
Também o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e ainda da Comissão Europeia, Durão Barroso, disseram que o fundamental é manter as metas de consolidação orçamental.
Sócrates reiterou a mensagem tantas vezes transmitida aos parceiros europeus, de que Portugal não precisa de ajuda internacional, tendo recebido em troca palavras de apoio do «amigo» primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero e de do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O ainda chefe do Governo foi aplaudido pelos parceiros europeus, um gesto habitual quando um dos membros do Conselho Europeu está de saída do cargo.
No final do primeiro dia de cimeira, os líderes europeus chegaram a acordo para um pacote alargado de medidas económicas, e o aumento do fundo de estabilização financeira (FEEF), que só terá conclusões em Junho, e o aumento da capacidade do mecanismo europeu de estabilidade.
Mas desta cimeira saem também avisos a Portugal, de que a queda do Governo não pode mudar o rumo da consolidação orçamental.
Vários responsáveis desdobraram-se em declarações para que isso fique bem claro aos partidos da oposição em Portugal.
A chanceler alemã, Ângela Merkel, que disse esta manhã estargrata a José Sócrates, reiterou que os compromissos assumidos devem ser mantidos. Numa reunião com o líder do PSD, Passos Coelho, a alemã deixou ainda claro que «lamenta» o chumbo do PEC 4 no Parlamento. Também para o social-democrata foi outro recado deixado por Nicolas Sarkozy: o francês afirmou que «os partidos da oposição em Portugal não podem pensar que as condições de austeridade defendias por Bruxelas vão ser alteradas».
Também o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e ainda da Comissão Europeia, Durão Barroso, disseram que o fundamental é manter as metas de consolidação orçamental.
Habitação: juro implícito sobe há 8 meses consecutivos
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a aumentar em Fevereiro pelo oitavo mês consecutivo, tendo crescido 0,043 pontos percentuais face a Janeiro para se situar nos 2,144 por cento.
Ainda assim, este aumento é menor do que o verificado entre Dezembro e Janeiro, quando o crescimento foi de 0,056 pontos percentuais.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), desde Junho de 2010, quando se verificou o valor mínimo da sua série, a taxa de juro dos contratos de crédito à habitação já cresceu 0,341 pontos percentuais.
O valor da prestação média vencida em Fevereiro fixou-se nos 262 euros, numa subida de um euro face a Janeiro.
Taxas aumentam em todos os períodos
As taxas de juro aumentaram em Fevereiro para todos os períodos, «embora de menor intensidade que os verificados em Janeiro», afirmou o INE.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu em Fevereiro 0,113 pontos percentuais face a Janeiro para 3,073 por cento.
«Comparativamente a Março de 2010, mês em que se atingiu a taxa mínima da série, o aumento acumulado foi de 1,055 pontos percentuais», segundo o INE.
Nestes contratos, o valor da prestação média vencida aumentou sete euros face ao mês anterior, situando-se nos 352 euros.
Nos contratos celebrados nos últimos seis meses o aumento da taxa de juro implícita mensal foi de 0,140 pontos percentuais, com a prestação média a situar-se nos 342 euros, e 0,101 pontos percentuais nos contratos celebrados nos últimos 12 meses, fixando-se a prestação neste caso em 329 euros.
O valor médio em dívida para os contratos em vigor situou-se nos 56.946 euros em Fevereiro, mais 48 euros que em Janeiro.
Por destino de financiamento, os valores médios de dívida nos contratos de aquisição de habitação aumentaram 44 euros 30 euros no caso da construção de habitação.
Ainda assim, este aumento é menor do que o verificado entre Dezembro e Janeiro, quando o crescimento foi de 0,056 pontos percentuais.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), desde Junho de 2010, quando se verificou o valor mínimo da sua série, a taxa de juro dos contratos de crédito à habitação já cresceu 0,341 pontos percentuais.
O valor da prestação média vencida em Fevereiro fixou-se nos 262 euros, numa subida de um euro face a Janeiro.
Taxas aumentam em todos os períodos
As taxas de juro aumentaram em Fevereiro para todos os períodos, «embora de menor intensidade que os verificados em Janeiro», afirmou o INE.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu em Fevereiro 0,113 pontos percentuais face a Janeiro para 3,073 por cento.
«Comparativamente a Março de 2010, mês em que se atingiu a taxa mínima da série, o aumento acumulado foi de 1,055 pontos percentuais», segundo o INE.
Nestes contratos, o valor da prestação média vencida aumentou sete euros face ao mês anterior, situando-se nos 352 euros.
Nos contratos celebrados nos últimos seis meses o aumento da taxa de juro implícita mensal foi de 0,140 pontos percentuais, com a prestação média a situar-se nos 342 euros, e 0,101 pontos percentuais nos contratos celebrados nos últimos 12 meses, fixando-se a prestação neste caso em 329 euros.
O valor médio em dívida para os contratos em vigor situou-se nos 56.946 euros em Fevereiro, mais 48 euros que em Janeiro.
Por destino de financiamento, os valores médios de dívida nos contratos de aquisição de habitação aumentaram 44 euros 30 euros no caso da construção de habitação.
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Merkel pressiona oposição a confirmar metas de défice
A chanceler alemã pressionou esta sexta-feira de manhã o Governo e a oposição portugueses a clarificarem o seu compromisso com as metas orçamentais já estabelecidas com Bruxelas.
À saída do Conselho Europeu, Ângela Merkel considerou que o compromisso de Portugal com as metas orçamentais é essencial para acalmar os mercados financeiros.
Um recado deixado no mesmo dia em que as taxas de juro das obrigações do Tesouro português atingiram novos máximos. Nos prazos acima de 5 anos ultrapassaram a barreira dos 8%.
A líder do Governo alemão considerou ainda que as condições políticas para assegurar o euro estão agora concluídas, e que apenas os detalhes técnicos ficaram para definir no final de Junho.
Para Merkel, só o tempo dirá se as medidas tomadas serão suficientes para combater a crise da dívida pública na moeda única.
Para já, é apenas certo que o mecanismo europeu de estabilidade (MEE), que vai substituir o actual fundo europeu de estabilização financeira (FEEF) a partir de meados de 2013, vai ter um rating de AAA.
À saída do Conselho Europeu, Ângela Merkel considerou que o compromisso de Portugal com as metas orçamentais é essencial para acalmar os mercados financeiros.
Um recado deixado no mesmo dia em que as taxas de juro das obrigações do Tesouro português atingiram novos máximos. Nos prazos acima de 5 anos ultrapassaram a barreira dos 8%.
A líder do Governo alemão considerou ainda que as condições políticas para assegurar o euro estão agora concluídas, e que apenas os detalhes técnicos ficaram para definir no final de Junho.
Para Merkel, só o tempo dirá se as medidas tomadas serão suficientes para combater a crise da dívida pública na moeda única.
Para já, é apenas certo que o mecanismo europeu de estabilidade (MEE), que vai substituir o actual fundo europeu de estabilização financeira (FEEF) a partir de meados de 2013, vai ter um rating de AAA.
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Petrolíferas: «se baixarmos preços, temos prejuízo»
As petrolíferas dizem que não é possível baixar o preço dos combustíveis sete ou oito cêntimos, como tem defendido o ex-presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Abel Mateus. «Uma redução média daquela ordem de grandeza acarretaria com certeza prejuízos, tanto para as empresas distribuidoras como para os retalhistas», avisa.
Numa carta aberta ao professor, a que a Agência Financeirateve acesso, a Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (Apetro) questiona a «sustentação» da análise de Abel Mateus, e lembra que a margem bruta (calculada pela diferença entre o preço médio antes de impostos e a cotação de referência do produto refinado) ronda os 12 a 14 cêntimos por litro.
«A maior parte deste valor é utilizado para cobrir os custos de armazenagem, distribuição e comercialização, incluindo as promoções e descontos, sobrando uma pequeníssima quantia para gerar o lucro que qualquer actividade tem que ter para poder sobreviver, investir e remunerar os seus accionistas».
Se não há mais terminais é porque são muito caros
A associação refuta também o argumento do antigo regulador, que defende construção de novos terminais e que a armazenagem e os oleodutos não estejam nas mãos das gasolineiras. «Não existem actualmente em Portugal quaisquer barreiras administrativas à construção e exploração de novos terminais. O recente terminal de Aveiro, que não é detido por nenhuma das nossas Associadas, é um exemplo dessa realidade», refere a Apetro.
Para as petrolíferas, «se outros ainda não foram construídos, isso dever-se-á exclusivamente à falta de investidores e de viabilidade económica de eventuais novos projectos».
Mais importadores implicaria um aumento do custo
Para além disso, frisa, «também não existem quaisquer barreiras à importação directa de combustíveis refinados».
Mais: «Se se entregasse esta actividade a uma entidade autónoma, isso implicaria mais um elo na cadeia de valor com a consequente necessidade de assegurar uma remuneração certa do negócio (¿) traduzindo-se muito provavelmente num aumento do custo final».
De qualquer modo, ressalva, esta parcela de custo, segundo dados publicados pela AdC, tem um valor total na ordem dos 2c/l, pelo que não se vislumbra de onde poderiam vir os tais benefícios.
Se portugueses querem serviços têm de pagar por eles
A Apetro pronuncia-se ainda sobre o licenciamento de novas gasolineiras. «Concordamos com a ideia de facilitar o licenciamento de novos postos de abastecimento embora não nos pareça que haja falta de postos. Contudo, isso deve ser feito de uma forma equitativa, de modo a que as mesmas regras se apliquem a todos, sem que se crie um favorecimento especial a um determinado tipo de operador em detrimento de outros, como vem acontecendo ultimamente, em clara distorção das regras de sã concorrência».
Para a Apetro, as gasolineiras das marcas de referência são prejudicadas face às de marca branca, como são conhecidas as bombas agregadas às grandes superfícies comerciais. «Muitas vezes essas empresas aproveitam terrenos de parques de estacionamento, que são mais baratos, para construir o posto de abastecimento. As empresas tradicionais não podem fazer isso. O facto de pagarem mais pelo terreno tem implicações nos custos e também tem de se reflectir nos preços», explica fonte da associação à AF.
«Porque é que não há bombas de marcas brancas nas auto-estradas? Porque os terrenos são mais caros, é preciso um conjunto de serviços agregados, área de lazer, restauração, instalações sanitárias, etc. Tudo isso contribui para a estrutura de custos. Até os salários são diferentes. Pensem nos funcionários desses postos, que todos os dias têm de se deslocar pela auto-estrada para chegar ao local de trabalho e para voltar para casa. Tem despesas acrescidas que é preciso ter em conta», sublinha, concluindo que «se as pessoas querem serviços com qualidade, têm de pagar por eles».
Numa carta aberta ao professor, a que a Agência Financeirateve acesso, a Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (Apetro) questiona a «sustentação» da análise de Abel Mateus, e lembra que a margem bruta (calculada pela diferença entre o preço médio antes de impostos e a cotação de referência do produto refinado) ronda os 12 a 14 cêntimos por litro.
«A maior parte deste valor é utilizado para cobrir os custos de armazenagem, distribuição e comercialização, incluindo as promoções e descontos, sobrando uma pequeníssima quantia para gerar o lucro que qualquer actividade tem que ter para poder sobreviver, investir e remunerar os seus accionistas».
Se não há mais terminais é porque são muito caros
A associação refuta também o argumento do antigo regulador, que defende construção de novos terminais e que a armazenagem e os oleodutos não estejam nas mãos das gasolineiras. «Não existem actualmente em Portugal quaisquer barreiras administrativas à construção e exploração de novos terminais. O recente terminal de Aveiro, que não é detido por nenhuma das nossas Associadas, é um exemplo dessa realidade», refere a Apetro.
Para as petrolíferas, «se outros ainda não foram construídos, isso dever-se-á exclusivamente à falta de investidores e de viabilidade económica de eventuais novos projectos».
Mais importadores implicaria um aumento do custo
Para além disso, frisa, «também não existem quaisquer barreiras à importação directa de combustíveis refinados».
Mais: «Se se entregasse esta actividade a uma entidade autónoma, isso implicaria mais um elo na cadeia de valor com a consequente necessidade de assegurar uma remuneração certa do negócio (¿) traduzindo-se muito provavelmente num aumento do custo final».
De qualquer modo, ressalva, esta parcela de custo, segundo dados publicados pela AdC, tem um valor total na ordem dos 2c/l, pelo que não se vislumbra de onde poderiam vir os tais benefícios.
Se portugueses querem serviços têm de pagar por eles
A Apetro pronuncia-se ainda sobre o licenciamento de novas gasolineiras. «Concordamos com a ideia de facilitar o licenciamento de novos postos de abastecimento embora não nos pareça que haja falta de postos. Contudo, isso deve ser feito de uma forma equitativa, de modo a que as mesmas regras se apliquem a todos, sem que se crie um favorecimento especial a um determinado tipo de operador em detrimento de outros, como vem acontecendo ultimamente, em clara distorção das regras de sã concorrência».
Para a Apetro, as gasolineiras das marcas de referência são prejudicadas face às de marca branca, como são conhecidas as bombas agregadas às grandes superfícies comerciais. «Muitas vezes essas empresas aproveitam terrenos de parques de estacionamento, que são mais baratos, para construir o posto de abastecimento. As empresas tradicionais não podem fazer isso. O facto de pagarem mais pelo terreno tem implicações nos custos e também tem de se reflectir nos preços», explica fonte da associação à AF.
«Porque é que não há bombas de marcas brancas nas auto-estradas? Porque os terrenos são mais caros, é preciso um conjunto de serviços agregados, área de lazer, restauração, instalações sanitárias, etc. Tudo isso contribui para a estrutura de custos. Até os salários são diferentes. Pensem nos funcionários desses postos, que todos os dias têm de se deslocar pela auto-estrada para chegar ao local de trabalho e para voltar para casa. Tem despesas acrescidas que é preciso ter em conta», sublinha, concluindo que «se as pessoas querem serviços com qualidade, têm de pagar por eles».
Juros da dívida acima de 8% em quase todos prazos
Uma crise total - nos campos económico, financeiro, político e social - com repercussões nos mercados da dívida. Os juros a 10 anos acabam de bater um novo máximo histórico, nos 8,061%, rapidamente ultrapassado pelos 8,069% e 8,075% verificados minutos depois. E a escalada continua: estas Obrigações do Tesouro já vão nos 8,257%, patamar alcançado 8h52.
Sessão de recordes também nos juros a cinco anos que atingiram às 08h33 os 8,518% e já voltaram a renovar máximos, nos 8,583%, às 08h59 e nos 8,597% às 9h07.
Estamos a falar dos valor mais altos neste prazos desde a entrada de Portugal no euro, atingidos durante uma sessão, o que reflecte o descrédito crescente dos mercados em relação à capacidade de o país levar a cabo os seus compromissos.
E isso reflecte-se na subida imparável do spread, ou seja, da diferença entre o que os investidores exigem para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã, que é a que serve de referência. Esse indicador já vai nos 480,8 pontos base, numa escalada imparável desde segunda-feira, dia em que estava nos 430.
Têm sido os juros a cinco anos a bater recordes sucessivos nas últimas sessões, mas a crise política em Portugal está a ter efeitos na escalada dos vários prazos.
Acima dos 8% estão também os juros a quatro (8,113%), seis(8,181%), sete (8,249%), oito (8,199%) e nove (8,101%).
E depois, esta é uma sexta-feira de ressaca, com o corte derating que Portugal sofreu por parte da Fitch e da Standard & Poor`s: um revés de dois níveis em cada uma das avaliações, sendo que, no segundo caso, Portugal está cada vez mais perto do pior nível de todos - o lixo.
O nervosismo cresce, cresce e Portugal está cada vez mais perto do dia D: o dia em que terá de pedir ajuda externa. De Bruxelas, as pressões são cada vez maiores.
Sessão de recordes também nos juros a cinco anos que atingiram às 08h33 os 8,518% e já voltaram a renovar máximos, nos 8,583%, às 08h59 e nos 8,597% às 9h07.
Estamos a falar dos valor mais altos neste prazos desde a entrada de Portugal no euro, atingidos durante uma sessão, o que reflecte o descrédito crescente dos mercados em relação à capacidade de o país levar a cabo os seus compromissos.
E isso reflecte-se na subida imparável do spread, ou seja, da diferença entre o que os investidores exigem para adquirir dívida portuguesa em detrimento da alemã, que é a que serve de referência. Esse indicador já vai nos 480,8 pontos base, numa escalada imparável desde segunda-feira, dia em que estava nos 430.
Têm sido os juros a cinco anos a bater recordes sucessivos nas últimas sessões, mas a crise política em Portugal está a ter efeitos na escalada dos vários prazos.
Acima dos 8% estão também os juros a quatro (8,113%), seis(8,181%), sete (8,249%), oito (8,199%) e nove (8,101%).
E depois, esta é uma sexta-feira de ressaca, com o corte derating que Portugal sofreu por parte da Fitch e da Standard & Poor`s: um revés de dois níveis em cada uma das avaliações, sendo que, no segundo caso, Portugal está cada vez mais perto do pior nível de todos - o lixo.
O nervosismo cresce, cresce e Portugal está cada vez mais perto do dia D: o dia em que terá de pedir ajuda externa. De Bruxelas, as pressões são cada vez maiores.
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Euro estável à espera das conclusões da cimeira
A cotação da moeda única europeia face ao dólar está a esta hora estável face à sessão de quinta-feira, negociando nos 1,4166 dólares. Os investidores aguardam pelas conclusões dacimeira europeia para arriscar mais.
Certo é que esta sexta-feira o euro já caiu de um nível bem próximo do valor mais elevado em mais de um ano em relação ao dólar.
Entretanto, a cautela impera e a conjuntura não é de grande ânimo, uma vez que Portugal reitera a sua oposição à ajuda financeira. Os mercados continuam sem confiar no país. Ainda ontem, a Fitch e a Standard & Poor`s cortaram o rating da dívida nacional em dois níveis cada um.
E os juros da dívida soberana portuguesa estão já acima dos 8% em quase todos os prazos. É uma escalada que bate sucessivos recordes.
Certo é que esta sexta-feira o euro já caiu de um nível bem próximo do valor mais elevado em mais de um ano em relação ao dólar.
Entretanto, a cautela impera e a conjuntura não é de grande ânimo, uma vez que Portugal reitera a sua oposição à ajuda financeira. Os mercados continuam sem confiar no país. Ainda ontem, a Fitch e a Standard & Poor`s cortaram o rating da dívida nacional em dois níveis cada um.
E os juros da dívida soberana portuguesa estão já acima dos 8% em quase todos os prazos. É uma escalada que bate sucessivos recordes.
PSI20 fecha a perder 0,18% para os 7.854,18 pontos
A bolsa de Lisboa fechou a sessão desta sexta-feira a perder 0,18% para os 7.854,18 pontos, a contrariar a tendência das restantes praças mundiais.
A pressionar a bolsa ficaram as acções da banca, com o BCP a perder 1,91% e a liderar as quedas do PSI20.
Do lado oposto, Sonaecom e Jerónimo Martins avançaram mais de 1%, Sonae Indústria liderou ao subir 2,10%.
De resto, an Europa o dia foi de ganhos, com Londres em primeiro lugar ao subir 0,49%. No EUA tudo no verde, impulsionado pelos bons dados económicos revelados hoje: Nasda avança 2,02% e Dow Jones sobe 0,71%.
A pressionar a bolsa ficaram as acções da banca, com o BCP a perder 1,91% e a liderar as quedas do PSI20.
Do lado oposto, Sonaecom e Jerónimo Martins avançaram mais de 1%, Sonae Indústria liderou ao subir 2,10%.
De resto, an Europa o dia foi de ganhos, com Londres em primeiro lugar ao subir 0,49%. No EUA tudo no verde, impulsionado pelos bons dados económicos revelados hoje: Nasda avança 2,02% e Dow Jones sobe 0,71%.
Petróleo: Líbia contribui para subida dos preços
Os preços do petróleo continuam a subir nos mercados internacionais, ainda com a Líbia a influenciar as negociações.
Os receios de que a instabilidade sentida no Médio Oriente e Norte de África interrompa com maior intensidade o fornecimento da matéria-prima estão na base do nervosismo que faz mexer as cotações. Os cortes na produção e fornecimento do «ouro negro» reduzem a oferta, logo, os preços sobem.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas está a subir 0,09 por cento para 115,82 dólares.
Em Nova Iorque, o crude está a somar 0,15, com cada barril a valer 105,71 dólares.
Os receios de que a instabilidade sentida no Médio Oriente e Norte de África interrompa com maior intensidade o fornecimento da matéria-prima estão na base do nervosismo que faz mexer as cotações. Os cortes na produção e fornecimento do «ouro negro» reduzem a oferta, logo, os preços sobem.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas está a subir 0,09 por cento para 115,82 dólares.
Em Nova Iorque, o crude está a somar 0,15, com cada barril a valer 105,71 dólares.
Por um fio: Estado só tem dinheiro até Abril
O quadro é negro e os recordes sucessivos nos juros da dívida soberana nacional são um reflexo disso mesmo. Precisamente por causa dos empréstimos que o país contrai para pagar dívida (ou seja, outros empréstimos), o Estado está a ficar sem dinheiro. O mealheiro fica vazio em Abril.
Como escreve o «Correio da Manhã», o dinheiro «acaba» mesmo no mês que vem, já que no dia 15 de Abril vence um empréstimo de 4,4 mil milhões de euros de Obrigações do Tesouro a 10 anos - capital e juros incluídos. E faltam dois mil milhões de euros aos cofres do Estado para honrar este compromisso.
Mas o pior ainda está para vir. Se em Abril o dinheiro acaba, Junho é o mês fatal. No dia 15 desse mês, o país precisa de pagar mais 4,9 mil milhões e 254 milhões de euros em juros, segundo a Bloomberg, por causa do empréstimo cujo prazo de reembolso termina nesse dia.
Depois, há outras despesas que o Estado soma: mais de dois mil milhões de euros em salários dos funcionários públicos e subsídios de férias; e outro montante para saldar empréstimos de duas empresas públicas - são precisos 300 milhões para a Refer e 75 milhões para CP.
Portugal está à beira do colapso? As necessidades de financiamento de Portugal até ao final do ano são ainda maiores e é preciso arranjar dinheiro para pagar os empréstimos contraídos. E o país está a ficar sem dinheiro e logo na altura em que o Governo se demite.
A ajuda que a União Europeia poderá dar às contas públicas, no caso de o resgate acontecer, será à volta de 75 milhões de euros, segundo o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.
Como escreve o «Correio da Manhã», o dinheiro «acaba» mesmo no mês que vem, já que no dia 15 de Abril vence um empréstimo de 4,4 mil milhões de euros de Obrigações do Tesouro a 10 anos - capital e juros incluídos. E faltam dois mil milhões de euros aos cofres do Estado para honrar este compromisso.
Mas o pior ainda está para vir. Se em Abril o dinheiro acaba, Junho é o mês fatal. No dia 15 desse mês, o país precisa de pagar mais 4,9 mil milhões e 254 milhões de euros em juros, segundo a Bloomberg, por causa do empréstimo cujo prazo de reembolso termina nesse dia.
Depois, há outras despesas que o Estado soma: mais de dois mil milhões de euros em salários dos funcionários públicos e subsídios de férias; e outro montante para saldar empréstimos de duas empresas públicas - são precisos 300 milhões para a Refer e 75 milhões para CP.
Portugal está à beira do colapso? As necessidades de financiamento de Portugal até ao final do ano são ainda maiores e é preciso arranjar dinheiro para pagar os empréstimos contraídos. E o país está a ficar sem dinheiro e logo na altura em que o Governo se demite.
A ajuda que a União Europeia poderá dar às contas públicas, no caso de o resgate acontecer, será à volta de 75 milhões de euros, segundo o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Passos admite subir impostos sobre consumo, incluindo IVA
O líder do PSD pronunciou-se finalmente sobre uma possível subida de impostos, se o seu partido vier a formar Governo. Passos Coelho diz que, numa altura em que se desconhece a verdadeira situação das contas do país, não pode afastar uma mexida nos impostos. Mas a aumentar algum imposto, garante, será apenas os que incidem sobre o consumo e não sobre o rendimento.
Ou seja, está afastado um aumento de IRS ou IRC, mas fica em aberto um aumento da taxa de IVA ou de impostos especiais sobre o consumo, como o do tabaco, álcool ou produtos petrolíferos (combustíveis).
Em declarações aos jornalistas, o líder social-democrata diz que o único compromisso que pode assumir nesta altura com os portugueses é que não tomará medidas que afectem as pensões e reformas mais degradadas, quer através de aumento de impostos quer de corte de rendimentos.
Já esta quinta-feira de manhã o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, admitiu a possibilidade de aumentar a taxa normal de IVA, que se encontra actualmente em 23%, para 24 ou 25%, caso o seu partido chegue ao poder. A possibilidade foi avançada pelo jornal «Correio da Manhã» e o secretário-geral, questionado pela «TSF» não afastou este cenário e defendeu que o futuro político do país tem que passar por eleições antecipadas. «Está tudo em aberto», afirmou.
A subida do IVA pode assim constar dos compromissosassumidos pelo líder social-democrata, esta quinta-feira de manhã em Bruxelas, onde esteve com Ângela Merkel e onde terá assumido outro compromisso, o de não cortar salários nem pensões.
O líder da bancada parlamentar do PS, critica o que o PSD vem agora admitir. Francisco Assis diz que aumentar o IVA é uma«solução injusta», porque é um aumento indiscriminado sobre todos os portugueses, quaisquer que sejam os seus recursos económicos e sociais. Já o CDS-PP, demarca-se desta medida.
Entretanto o conselheiro nacional do partido, o economista Nogueira Leite, pediu já ao PSD que mostre o que vai fazer diferente
do PS, um apelo para que os laranjas não caiam na tentação de seguir o mesmo caminho dos socialistas.
Ou seja, está afastado um aumento de IRS ou IRC, mas fica em aberto um aumento da taxa de IVA ou de impostos especiais sobre o consumo, como o do tabaco, álcool ou produtos petrolíferos (combustíveis).
Em declarações aos jornalistas, o líder social-democrata diz que o único compromisso que pode assumir nesta altura com os portugueses é que não tomará medidas que afectem as pensões e reformas mais degradadas, quer através de aumento de impostos quer de corte de rendimentos.
Já esta quinta-feira de manhã o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, admitiu a possibilidade de aumentar a taxa normal de IVA, que se encontra actualmente em 23%, para 24 ou 25%, caso o seu partido chegue ao poder. A possibilidade foi avançada pelo jornal «Correio da Manhã» e o secretário-geral, questionado pela «TSF» não afastou este cenário e defendeu que o futuro político do país tem que passar por eleições antecipadas. «Está tudo em aberto», afirmou.
A subida do IVA pode assim constar dos compromissosassumidos pelo líder social-democrata, esta quinta-feira de manhã em Bruxelas, onde esteve com Ângela Merkel e onde terá assumido outro compromisso, o de não cortar salários nem pensões.
O líder da bancada parlamentar do PS, critica o que o PSD vem agora admitir. Francisco Assis diz que aumentar o IVA é uma«solução injusta», porque é um aumento indiscriminado sobre todos os portugueses, quaisquer que sejam os seus recursos económicos e sociais. Já o CDS-PP, demarca-se desta medida.
Entretanto o conselheiro nacional do partido, o economista Nogueira Leite, pediu já ao PSD que mostre o que vai fazer diferente
do PS, um apelo para que os laranjas não caiam na tentação de seguir o mesmo caminho dos socialistas.
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Euribor voltam a bater máximos de 2009
É mais uma escala das taxas euribor. As taxas a três e a seis meses voltaram esta quinta-feira a bater máximos de 2009.
A Euribor a três meses volta a crescer 0,006 pontos, desta vez para 1,197%. É o valor mais alto desde o final de Junho de 2009, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A maturidade a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe 0,005 pontos para 1,506%, também o valor mais alto, mas desde Maio de 2009.
Já a Euribor a 12 meses avança 0,004 pontos para 1,953%.
As taxas Euribor iniciaram uma tendência de subida desde que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, admitiu que a instituição pode subir a taxa de referência, em 1% há 22 meses, já em Abril.
A Euribor a três meses volta a crescer 0,006 pontos, desta vez para 1,197%. É o valor mais alto desde o final de Junho de 2009, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A maturidade a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe 0,005 pontos para 1,506%, também o valor mais alto, mas desde Maio de 2009.
Já a Euribor a 12 meses avança 0,004 pontos para 1,953%.
As taxas Euribor iniciaram uma tendência de subida desde que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, admitiu que a instituição pode subir a taxa de referência, em 1% há 22 meses, já em Abril.
Juros recorde nos 8,5% com crise política ao rubro
É uma reacção esperada por parte dos mercados, tal como aOCDE já tinha antecipado. Os juros da dívida dispararam para um novo recorde a cinco anos, às 7h40, nos 8,363%. E já acentuaram a escalada: o novo máximo é de 8,401%, alcançado às 8h22. Recorde atrás de recorde, os juros subiram para os 8,422% às 08h28 e para os 8,444% às 8h38. Minutos depois, chegou a vez dos 8,445%, dos 8,455%, dos 8,465%, 8,47% e 8,509% - sucessivos valores máximos desde a entrada de Portugal no euro. O nervosismo e o stress estão instalados depois do chumbo do PEC 4 e da demissão consequente do primeiro-ministro.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos estão em níveis perigosos. Hoje já chegaram aos 7,977%, negociando agora nos 7,943%.
A escalada é generalizada mesmo nos prazos mais curtos. Os juros a dois anos negoceiam nos 7,05%, a três anos nos 7,71% e a quatro anos nos 7,88%, por exemplo.
O spread, ou seja, a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir títulos de dívida nacionais a 10 anos, em detrimento dos alemães, (que são, de resto, os que servem de referência) está imparável, nos 471,6%. Este indicador não tem parado de subir desde o início desta semana, uma semana que se sabia decisiva para o rumo de Portugal.
Na Irlanda e na Grécia, países que já foram socorridos, os juros continuam em níveis máximos. No primeiro caso, negoceiam nos 10,13% e no segundo nos 12,65%.
Com a crise política, económica e social ao rubro, o primeiro-ministro chega esta sexta-feira a Bruxelas para uma cimeira europeia importante já demissionário, embora o Presidente da República só aceite formalmente o pedido depois desta reunião entre os líderes europeus.
Se inicialmente se esperavam soluções decisivas desta cimeira europeia, soube-se ontem que os líderes da União Europeia estão preparados para adiar a decisão sobre o fortalecimento do fundo de resgate europeu para depois da do encontro, penalizando ainda mais a confiança dos mercados e prolongando a crise do euro. Os efeitos já se estão a fazer sentir. Os mercados não tréguas a Portugal. O descrédito é cada vez maior.
Também as Obrigações do Tesouro a 10 anos estão em níveis perigosos. Hoje já chegaram aos 7,977%, negociando agora nos 7,943%.
A escalada é generalizada mesmo nos prazos mais curtos. Os juros a dois anos negoceiam nos 7,05%, a três anos nos 7,71% e a quatro anos nos 7,88%, por exemplo.
O spread, ou seja, a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir títulos de dívida nacionais a 10 anos, em detrimento dos alemães, (que são, de resto, os que servem de referência) está imparável, nos 471,6%. Este indicador não tem parado de subir desde o início desta semana, uma semana que se sabia decisiva para o rumo de Portugal.
Na Irlanda e na Grécia, países que já foram socorridos, os juros continuam em níveis máximos. No primeiro caso, negoceiam nos 10,13% e no segundo nos 12,65%.
Com a crise política, económica e social ao rubro, o primeiro-ministro chega esta sexta-feira a Bruxelas para uma cimeira europeia importante já demissionário, embora o Presidente da República só aceite formalmente o pedido depois desta reunião entre os líderes europeus.
Se inicialmente se esperavam soluções decisivas desta cimeira europeia, soube-se ontem que os líderes da União Europeia estão preparados para adiar a decisão sobre o fortalecimento do fundo de resgate europeu para depois da do encontro, penalizando ainda mais a confiança dos mercados e prolongando a crise do euro. Os efeitos já se estão a fazer sentir. Os mercados não tréguas a Portugal. O descrédito é cada vez maior.
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Bruxelas distancia Espanha de Portugal, mas...
O vice-presidente da Comissão Europeia distancia Espanha da situação em Portugal, considerando que os mercados já estão a olhar para os dois países de forma diferente.
«Qualquer pessoa que olhe para os mercados financeiros vê, há algum tempo, que a evolução dos índices» de Espanha «está claramente separada» da de outros países, como Portugal, Irlanda ou a Grécia, disse esta quinta-feira Joaquin Almunia, citado pela Lusa.
Por isso manifestou-se convicto que Espanha será «capaz de vencer» as tentativas de especulação dos mercados, graças a reformas «necessárias» que levou a cabo. Almunia não descarta eventuais efeitos especulativos da situação portuguesa nos mercados da dívida, mas afirma que Espanha poderá responder; se fizer os deveres, «pode fazer perder muito dinheiro aos especuladores» nos mercados. «Espero que assim aconteça».
Sobre a demissão de Sócrates, Almunia salientou a governação «com coragem» e disse que o «entristece»: «O Governo de Sócrates caiu com muita dignidade».
A pressão sobre a dívida de Espanha
Também aos analistas consideram que o efeito de contágio da crise portuguesa na dívida espanhola deverá ser reduzido.
Alguns admitem que poderá haver um efeito «a curto prazo», mas destacam as diferenças das situações nos dois países, com Espanha a registar quedas nos juros da sua dívida apesar da descida de rating e da situação portuguesa.
José Luis Martinez Campuzano, responsável de estratégia da Citi, considera, por exemplo, que o efeito em Espanha será reduzido, notando que «Portugal não tem um problema de solvência, mas um problema económico¿»que pode ser resolvido a médio prazo. «No pior dos casos haverá um aumento de tensão que, em parte, já está contemplado nos preços», refere, citado pela imprensa espanhola.
«Uma segunda leitura seria precisamente que a possível ajuda assegura que o país evitaria o cenário de insolvência a médio prazo», sublinha, considerando imprescindível que Espanha continue a fazer o seu trabalho.
Apesar da relativa confiança, os analistas recordam a exposição financeira e económica de Espanha a Portugal. Os últimos dados do Banco Internacional de Pagamentos referem que a exposição à divida publica e privada portuguesa ronda os 71 mil milhões de euros.
Além disso há 1.400 empresas com investimentos estáveis em Portugal «onde são responsáveis por cerca de 9 por cento do PIB» do país, com o Santander, por exemplo, a ter na sua filial portuguesa activos no valor de 38 mil milhões de euros.
«Apesar dessa forte presença, não se alastrou o medo nos mercados. A situação económica lusa é má agora, mas é um país solvente a médio e longo prazo», escreve o «El Mundo».
«Crise em Portugal é política»
Certo é que em Espanha o cenário não é por agora muito positivo. Embora a ministra da Economia espanhola tenha dito hoje que a crise em Portugal é «neste momento política» e que é preciso esperar «para ver quais serão as eventuais consequências» económicas», a verdade é que o risco da dívida espanhola subiu hoje sete pontos base para os 200, com o diferencial entre os títulos espanhóis e alemães consolida assim o ligeiro aumento que já tinha experimentado na quarta-feira, com o rendimento dos títulos a 10 anos a aumentar de 5,173 para 5,2 por cento.
Para além disso, a agência de notação Moody`s baixou orating em um ou dois níveis a 30 bancos e caixas espanholas, embora tenha mantido a nota das três maiores entidades financeiras do país: BBVA, Santander e La Caixa. Tudo por causa da maior pressão financeira sobre a dívida soberana espanhola e sobre muitos bancos «débeis».
«Qualquer pessoa que olhe para os mercados financeiros vê, há algum tempo, que a evolução dos índices» de Espanha «está claramente separada» da de outros países, como Portugal, Irlanda ou a Grécia, disse esta quinta-feira Joaquin Almunia, citado pela Lusa.
Por isso manifestou-se convicto que Espanha será «capaz de vencer» as tentativas de especulação dos mercados, graças a reformas «necessárias» que levou a cabo. Almunia não descarta eventuais efeitos especulativos da situação portuguesa nos mercados da dívida, mas afirma que Espanha poderá responder; se fizer os deveres, «pode fazer perder muito dinheiro aos especuladores» nos mercados. «Espero que assim aconteça».
Sobre a demissão de Sócrates, Almunia salientou a governação «com coragem» e disse que o «entristece»: «O Governo de Sócrates caiu com muita dignidade».
A pressão sobre a dívida de Espanha
Também aos analistas consideram que o efeito de contágio da crise portuguesa na dívida espanhola deverá ser reduzido.
Alguns admitem que poderá haver um efeito «a curto prazo», mas destacam as diferenças das situações nos dois países, com Espanha a registar quedas nos juros da sua dívida apesar da descida de rating e da situação portuguesa.
José Luis Martinez Campuzano, responsável de estratégia da Citi, considera, por exemplo, que o efeito em Espanha será reduzido, notando que «Portugal não tem um problema de solvência, mas um problema económico¿»que pode ser resolvido a médio prazo. «No pior dos casos haverá um aumento de tensão que, em parte, já está contemplado nos preços», refere, citado pela imprensa espanhola.
«Uma segunda leitura seria precisamente que a possível ajuda assegura que o país evitaria o cenário de insolvência a médio prazo», sublinha, considerando imprescindível que Espanha continue a fazer o seu trabalho.
Apesar da relativa confiança, os analistas recordam a exposição financeira e económica de Espanha a Portugal. Os últimos dados do Banco Internacional de Pagamentos referem que a exposição à divida publica e privada portuguesa ronda os 71 mil milhões de euros.
Além disso há 1.400 empresas com investimentos estáveis em Portugal «onde são responsáveis por cerca de 9 por cento do PIB» do país, com o Santander, por exemplo, a ter na sua filial portuguesa activos no valor de 38 mil milhões de euros.
«Apesar dessa forte presença, não se alastrou o medo nos mercados. A situação económica lusa é má agora, mas é um país solvente a médio e longo prazo», escreve o «El Mundo».
«Crise em Portugal é política»
Certo é que em Espanha o cenário não é por agora muito positivo. Embora a ministra da Economia espanhola tenha dito hoje que a crise em Portugal é «neste momento política» e que é preciso esperar «para ver quais serão as eventuais consequências» económicas», a verdade é que o risco da dívida espanhola subiu hoje sete pontos base para os 200, com o diferencial entre os títulos espanhóis e alemães consolida assim o ligeiro aumento que já tinha experimentado na quarta-feira, com o rendimento dos títulos a 10 anos a aumentar de 5,173 para 5,2 por cento.
Para além disso, a agência de notação Moody`s baixou orating em um ou dois níveis a 30 bancos e caixas espanholas, embora tenha mantido a nota das três maiores entidades financeiras do país: BBVA, Santander e La Caixa. Tudo por causa da maior pressão financeira sobre a dívida soberana espanhola e sobre muitos bancos «débeis».
Regras do Eurostat fazem disparar dívida pública
Antes não entravam nos cálculos do défice e da dívida. Mas segundo as regras definidas pelo Eurostat, o Instituto Nacional de Estatística vai incluir o passivo de empresas públicas, como as dos transportes, o que irá elevado o nível da dívida nacional.
O «Público» avança na sua edição desta quinta-feira que a partir de 2010, e nos anos seguintes, o valor da dívida pública oficial vai aumentar exponencialmente. Mesmo face aos números já avançados pelo Governo. A explicação é fácil: a dívida das empresas públicas há anos que é desorçamentada e não entra na contabilização pública do dinheiro gasto.
Agora a dívida pública sofre um agravamento, e que segundo Bruxelas a deverá colocar já acima dos 90% do PIB.
Segundo o «Público», neste novo cálculo estarão integradas algumas empresas públicas, sendo a Refer, uma delas, mas fonte do INE não quis confirmar a lista das entidades que vai passar para a coluna do «deve» nas contas do Estado.
O jornal fez as contas e só a inclusão da Refer, que gere a infra-estrutura ferroviária, vai colocar a dívida pública acima dos 90% do PIB já este ano. O passivo da empresa ascende a 6031,4 milhões de euros, o que equivale a cerca de 3,5% do PIB. Na proposta do PEC do Governo, estimava-se que a dívida pública seria de 82,4% em 2010 e 89,9% em 2011: contas feitas, incluindo só a Refer, chegaríamos aos 91,4%. Mas o valor pode ser ainda mais elevado, sublinha o artigo do «Público»: basta incluir os metros de Lisboa e do Porto.
Dívida por um lado e défice por outro. Os défices também serão afectados: ontem o «Diário Económico» noticiou que as imparidades do BPN, que ascendem a 1,1% do PIB, e o buraco de empresas públicas de transportes terão de ser incluídas, o que fará disparar o nível do défice para valores superiores a 8%.
Em reacção a esta alteração imposta pelo Eurostat, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que por as empresas públicas de transportes deverão ser incluídas no perímetro das administrações públicas, o que faz subir os gastos do Estado.
Bruxelas está a trabalhar com o INE para corrigir estes erros na contabilização do sector dos transportes, obrigando a que, tanto para Portugal como para outros estados, sigam regras de contabilidade idênticas, e que obrigará que a incluam as imparidades financeiras nas suas contas.
O «Público» avança na sua edição desta quinta-feira que a partir de 2010, e nos anos seguintes, o valor da dívida pública oficial vai aumentar exponencialmente. Mesmo face aos números já avançados pelo Governo. A explicação é fácil: a dívida das empresas públicas há anos que é desorçamentada e não entra na contabilização pública do dinheiro gasto.
Agora a dívida pública sofre um agravamento, e que segundo Bruxelas a deverá colocar já acima dos 90% do PIB.
Segundo o «Público», neste novo cálculo estarão integradas algumas empresas públicas, sendo a Refer, uma delas, mas fonte do INE não quis confirmar a lista das entidades que vai passar para a coluna do «deve» nas contas do Estado.
O jornal fez as contas e só a inclusão da Refer, que gere a infra-estrutura ferroviária, vai colocar a dívida pública acima dos 90% do PIB já este ano. O passivo da empresa ascende a 6031,4 milhões de euros, o que equivale a cerca de 3,5% do PIB. Na proposta do PEC do Governo, estimava-se que a dívida pública seria de 82,4% em 2010 e 89,9% em 2011: contas feitas, incluindo só a Refer, chegaríamos aos 91,4%. Mas o valor pode ser ainda mais elevado, sublinha o artigo do «Público»: basta incluir os metros de Lisboa e do Porto.
Dívida por um lado e défice por outro. Os défices também serão afectados: ontem o «Diário Económico» noticiou que as imparidades do BPN, que ascendem a 1,1% do PIB, e o buraco de empresas públicas de transportes terão de ser incluídas, o que fará disparar o nível do défice para valores superiores a 8%.
Em reacção a esta alteração imposta pelo Eurostat, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que por as empresas públicas de transportes deverão ser incluídas no perímetro das administrações públicas, o que faz subir os gastos do Estado.
Bruxelas está a trabalhar com o INE para corrigir estes erros na contabilização do sector dos transportes, obrigando a que, tanto para Portugal como para outros estados, sigam regras de contabilidade idênticas, e que obrigará que a incluam as imparidades financeiras nas suas contas.
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