Tanto subiram na semana passada que chegaram mesmo a romper a barreira dos 10%. Os juros da dívida a três anos protagonizaram uma escalada imparável na última sessão, tendo tocado os 10,063%.
Mas o facto é que todas as maturidades para lá caminham. Osjuros a cinco anos renovaram já esta segunda-feira três novos máximos, primeiro nos 9,892%, nos 9,944% e depois nos 9,999%. Estão assim praticamente nos 10%.
Recordes também nas Obrigações do Tesouro a 10 anos que já alcançaram os 8,799%, embora tenham aliviado a esta hora ligeiramente para os 8,775%.
Em níveis máximos continua também o spread face à Alemanha, ou seja, a diferença entre o que os investidores cobram para adquirir títulos portugueses face àqueles que são os de referência. Esse indicador está nos 533 pontos base, muito próximo do pico dos 538 registados na semana passada.
Os prazos entre um e nove anos negoceiam igualmente colados a níveis máximos, entre os 8,3% e os 9,5%.
Na Grécia e na Irlanda, onde o Fundo Monetário Internacional já chegou, os juros da dívida soberana estão nos 12,8% e 10,12%, respectivamente.
O quadro é, por isso, cada vez mais negro para Portugal que paga juros cada vez mais insustentáveis para se financiar, na ressaca de um Governo demissionário, de um défice acima do previsto em 2010 e de vários cortes de rating, o último por parte da Fitch. O país está à deriva numa altura em que a ajuda externa está, acreditam alguns, cada vez mais perto de chegar.
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