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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desemprego recua mas Março pode ser pior

É uma queda «positiva» a destacar, mas pode muito bem não ser o início de uma tendência. O secretário de Estado do emprego aplaude a redução em uma décima da taxa de desemprego para os 11,1% em Fevereiro. Mas avisa que os números de Março podem vir a reflectir a crise política.

«É um sinal bastante positivo, não tanto pelo valor, que é uma décima, mas por ser a primeira vez desde de Setembro de 2008 que a previsão do Eurostat dá uma baixa em cadeia [de mês para mês]. Temos uma inversão da tendência de não subida para início de descida», disse à agência Lusa Valter Lemos, na reacção aos dados do gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat.

Esta é uma «descida ligeira que encaixa na estabilização da situação de desemprego» que tem referido desde o final de 2010 e que, reforça, tem sido confirmada pelos dados do Eurostat, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

«Não há aumento do desemprego, mas também não significa ainda que há queda. É uma taxa alta para Portugal, estamos um pouco acima da taxa média europeia, embora neste momento, mesmo em posição relativa, Portugal voltou a melhorar. Este mês somos o décimo país do ranking do Eurostat [dos países com mais desemprego], no mês passado estávamos em nono. Temos vindo a melhorar».

Apesar de «aparentemente» a tendência ser «de estabilização», Valter Lemos sublinhou que é preciso aguardar pelos dados de Março, para saber se a actual crise política se vai reflectir nos números.

«Neste momento é imprevisível, não sabemos a médio prazo como evoluirá [o desemprego] e quais os impactos que a crise pode ter ou não nesta situação. Não podemos fazer vaticínios, vamos ver o que o mês de Março nos pode mostrar».

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